Haiti: nos 6 anos do terremoto, ONU destaca desafios para recuperação

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Tragédia causou a morte de 200 mil pessoas, incluindo 102 funcionários das Nações Unidas; em nota, secretário-geral afirmou que "muitos haitianos continuam enfrentando múltiplos desafios, incluindo deslocamento, insegurança alimentar e falta de acesso à água limpa e saneamento".

Um homem anda através de escombros em Porto Príncipe, Haiti. A cidade foi afetada por um forte terremoto na terça-feira, 12 de janeiro de 2010. Foto: Minustah/Marco Dormino

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

Há seis anos, um terremoto causava a morte de 200 mil pessoas no Haiti, incluindo 102 funcionários das Nações Unidas.

Entre as vítimas estava o vice-chefe da Missão de Estabilização da ONU no país, Minustah, o brasileiro Luiz Carlos da Costa.

Solidariedade e Recuperação

Em nota, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou que "unida e em solidariedade como todos os haitianos que perderam pessoas queridas nesta catástrofe", a organização presta homenagem à memória de sua equipe.

Falando a jornalistas em Nova York, o porta-voz do secretário-geral afirmou que "o caminho para a recuperação e o desenvolvimento em longo prazo não é fácil".

Segundo Stephane Dujarric, "muitos haitianos continuam enfrentando múltiplos desafios, incluindo deslocamento, insegurança alimentar e falta de acesso à água limpa e saneamento".

No comunicado, o secretário-geral declarou ainda que o país continua precisando de ajuda, e pediu apoio à comunidade internacional.

Inspiração

Para o chefe da ONU, além de homenagear as vítimas, a lembrança desta tragédia também deve ser "uma fonte renovada de inspiração e um pedido à união por um futuro próspero, democrático e estável para o Haiti".

Ban reafirmou o "contínuo compromisso das Nações Unidas de apoiar a população haitiana na realização de suas aspirações".

Eleições

Em 2015,o país conseguiu realizar dois turnos das eleições em 9 de agosto e 25 de outubro. A última fase das eleições presidenciais e parlamentares, que estava marcada para 27 de dezembro foi adiada e não foi marcada uma data alternativa.

No início de 2016, Ban expressou preocupação com os acontecimentos políticos no Haiti relacionados ao processo eleitoral.

Ele fez um apelo às autoridades e políticos para que resolvam as questões pendentes e assegurem a conclusão do processo eleitoral de forma transparente, inclusiva e confiável.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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