Fragilidade e deslocamentos continuam a afetar o leste da RD Congo

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Acnur fala de mais de 15 mil desalojados que pediram abrigo em vários acampamentos; ondas de violência provocaram fugas em massa desde novembro; agência quer solução para as tensões e acesso humanitário.

Deslocados internos em Kivu do Norte. Foto: Acnur/F.Noy

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A província do Kivu do Norte continua “extremamente volátil” e a provocar deslocados, mais de três anos após a derrota de rebeldes pelas forças da ONU e do governo na República Democrática do Congo, RD Congo.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Acnur, prevê a fuga de  dezenas de milhares de pessoas da região nos próximos dias. As declarações foram feitas esta sexta-feira pelo porta-voz da agência em Genebra.

Segurança

Leo Dobbs disse que desde novembro, pelo menos 15 mil pessoas procuraram abrigo em centros de deslocados geridos pelo Acnur e pela Organização Internacional para Migrações, OIM.

Vários milhares de congoleses vivem com famílias locais, enquanto outros voltaram para as suas casas. Às autoridades, o Acnur pediu que garantam a segurança nas áreas dos retornados além de facilitar o acesso humanitário.

Em nota, a agência da ONU declarou que é urgente e importante resolver as tensões crescentes no leste congolês e aumentar o apoio aos recém-deslocados. Isso deve incluir segurança em locais identificados e onde vive a população local.

O Acnur revelou que cresce a preocupação tanto com os ataques aos civis assim como o intensificar dos confrontos, sobretudo tendo em conta as décadas de tensões entre grupos étnicos.

Ondas de Violência

As fugas massivas iniciadas há dois meses seguiram-se a ondas de violência provocadas pelas milícias Mai Mai e rebeldes como as Forças Democráticas para a Libertação do Ruanda, Fdlr, e as Forças Democráticas Aliadas do Uganda.

O exército congolês também realiza operações militares contra os grupos rebeldes. A 7 de janeiro, mais de 21 mil pessoas fugiram da aldeia Miriki e áreas próximas do Kivu Norte. A maioria era composta por mulheres e crianças.

Alimentos

O movimento seguiu-se à morte de pelo menos 14 pessoas num ataque noturno atribuído às Fdlr. Os combates entre o grupo e outras milícias provocaram fugas para a fronteira com Uganda, que recebeu mais de 33 mil congoleses em 2015.

No princípio deste ano, o Escritório da ONU de Assistência Humanitária, Ocha, anunciou que 7,5 milhões de congoleses precisavam de alimentos e de outro tipo de auxílio humanitário devido às crises.

De acordo com a entidade, espera-se uma subida dos atuais 1,5 milhão de pessoas que continuam deslocadas nas províncias do leste. O número inclui 600 mil desalojados do Kivu do Norte.

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