Enviado da ONU diz que acordo da Líbia não pode voltar a ser negociado

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Apelos aos assinantes do entendimento de Marrocos é que tenham um visão para o país aliada à paz, segurança e prosperidade; Martin Kobler lembrou que pacto sobre formação de governo de unidade já está em vigor.

Martin Kobler disse que o povo líbio merece o melhor e apoia o acordo. Foto: ONU/Kim Haughton

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O representante especial do secretário-geral das Nações Unidas na Líbia falou à Rádio ONU este domingo após ter passado o Ano Novo no país do norte de África.

As declarações de Martin Kobler foram feitas na capital tunisina, Tunes, onde está baseada a Missão da ONU na Líbia, Unsmil. O enviado disse que a sua presença em território líbio faz parte dos esforços para aumentar o apoio ao acordo sobre a formação de governo de unidade nscional assinado em dezembro, em Marrocos.

Parlamentos

Na quinta-feira, Kobler reuniu-se com o presidente da Câmara dos Deputados da Líbia, Agila Saleh. O órgão baseado em Tobruk foi eleito em 2014, mas disputava legitimidade com a Câmara dos Deputados, GNC, que foi instalado em Trípoli após a ocupação da cidade por milícias.

O enviado reafirmou que o acordo “não está aberto para renegociação”, e que o entendimento não foi adotado apenas “por membros de ambos os parlamentos mas também por independentes e por pessoas que boicotaram” os órgãos rivais.

Como explicou, o acordo entrou em vigor depois da sua assinatura e a Câmara dos Representantes assumiu a sua autoridade. O novo Conselho da Presidência deve nomear o governo e apresentá-lo ao Parlamento, em Tobruk, para que os seus membros sejam ou não endossados.

Negociações

Kobler mediou o entendimento para formar as autoridades de reconciliação nacional que incluem o Conselho da Presidência, o governo, a Câmara dos Deputados e o Conselho de Estado. Na mensagem do fim do ano, Kobler destacou um início de 2016 com "um raio de esperança e a possibilidade de se redescobrir a paz", depois da união em volta do entendimento para o fim de combates iniciados em 2011.

Oportunidades

De acordo com o enviado, em Tripoli não há autoridade pública e a cidade é governada por milícias.

O mediador contou que teve a oportunidade de abordar pessoas nas ruas que disseram "precisar de segurança". Na capital líbia, os "preços dos produtos básicos sobem e os remédios escasseiam nos hospitais".

Para Kobler, “o povo líbio merece o melhor e apoia o acordo” para o qual apelou à Câmara dos Deputados, aos membros do GNC e ao governo que aproveitem a oportunidade, esqueçam o passado e sigam em direção ao futuro. O outro pedido é que seja criado uma visão para o país e para a paz, segurança e prosperidade.

De acordo com a ONU, além da morte de vários líbios os quatro anos de vombates entre fações deixaram cerca de 2,4 milhões em necessidade de ajuda humanitária.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 8 DE DEZEMBRO DE 2017
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