Enviado da ONU deplora ataque do Isil a portos de petróleo na Líbia

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Martin Kobler quer união dos líbios com as novas autoridades para eliminar ameaça imposta pelo grupo; agências de notícias informaram que instalações em Sidra e Ras Lanuf não foram tomadas pelos atacantes.

Martin Kobler. Foto: ONU/Devra Berkowitz

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O representante especial do secretário-geral para a Líbia Martin Kobler condenou com veemência o ataque a dois terminais de petróleo pelo Daesh,  denominação em árabe do grupo Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Isil.

Em nota, o também chefe da Missão das Nações Unidas na Líbia, Unsmil, disse que os recursos petrolíferos são propriedade do povo líbio e das gerações futuras.

Comboio de Viaturas

Na segunda-feira, combatentes do grupo lançaram um ataque suicida a um posto de controlo na entrada da cidade de Sidra.

Agências de notícias informaram que dois membros da milícia que guarda as instalações foram mortos num confronto que se seguiu à tentativa de invasão ao porto petrolífero por um comboio de veículos dos atacantes.

O grupo também lançou um ataque fracassado contra a cidade de Ras Lanuf, a sul. De acordo com relatos das agências, durante a tentativa foi incendiado um tanque de petróleo com mais de 420 mil barris do produto.

Agenda Terrorista

Kobler declarou que as partes da Líbia não devem poupar nenhum esforço para bloquear qualquer tentativa do Daesh de financiar o que chamou de “agenda terrorista através da apreensão de petróleo da Líbia”.

Para o enviado, o ataque serve como um “forte lembrete para todos os líbios sobre a necessidade de implementar imediatamente o acordo político do país e formar o Governo do Acordo Nacional, GNA”.

Ameaça

O representante especial apelou aos cidadãos do país a unir-se ao executivo de unidade para que “juntos possam eliminar a ameaça do Daesh”.

Kobler encerrou a nota a destacar que “cada dia desperdiçado com a não aplicação do Acordo Político líbio é um dia ganho para o Daesh”. O Conselho da Presidência do GNA emitiu uma declaração que condena o ataque.

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