Enviado à RD Congo revela que eleições são tema de “profunda divisão”

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Representante do secretário-geral aponta crescente atmosfera de perseguição e de violação de direitos humanos; leste congolês com movimentos suspeitos de grupos armados do Burundi que pretendem criar bases no território.

Maman Sidikou falava por videoconferência na sessão do Conselho de Segurança. Foto: ONU/Evan Schneider

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

As eleições marcadas para novembro são uma “questão de profunda divisão” na República Democrática do Congo, RD Congo. As declarações foram feitas ao Conselho de Segurança pelo representante especial do secretário-geral no país.

Maman Sidikou falava por videoconferência numa sessão do órgão que esta quinta-feira analisou a situação congolesa. O enviado disse não haver consenso sobre o calendário eleitoral, nem um orçamento para o pleito.

Processo 

Como revelou, o presidente Joseph Kabila continua a realizar consultas que incluem as Nações Unidas e a União Africana, com vista a encontrar um facilitador internacional para o diálogo.

Em encontros mantidos com o líder, o representante da ONU disse ter manifestado a disponibilidade da Missão das Nações Unidas no país, Monusco, apoiar um processo congolês inclusivo e guiado pela constituição.

Maman revelou que sem um acordo sobre o processo eleitoral, a paralisação politica provocou tensões e contribuiu para uma “crescente atmosfera de perseguição e de violação de direitos humanos”.

Presidenciais e Legislativas

O enviado disse que desde no ano passado, a Monusco  registou casos de violação de direitos humanos que foram associados às eleições presidenciais e legislativas. Foram mais de 260 ocorrências.

Ele revelou que as principais vítimas são membros de partidos da oposição, representantes da sociedade civil e jornalistas.

Para o representante, o fator combinado ao aumento de abusos levados a cabo por homens armados no leste revela “uma tendência preocupante de redução do espaço político e um desafio para realizar eleições credíveis e pacíficas”.

Crise do Burundi

Novos fluxos de deslocados são esperados na já instável província oriental do Kivu do Sul, que acolhe cerca de13 mil refugiados do vizinho Burundi.

O enviado destacou que o leste congolês continua a sofrer o impacto da crise  burundesa e que há suspeitas de que grupos armados querem estabelecer as suas bases no território. A  situação está a ser acompanhada pela Monusco.

O representante destacou que a futura  retirada de 17 mil tropas de paz no país deve ser acompanhada de uma transformação para que civis continuem a ser protegidos.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 11 DE DEZEMBRO DE 2017
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