Conselho de Segurança renova sanções à República Centro-Africana até 2017

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Medida foi adotada por unanimidade no Conselho de Segurança; documento reitera embargo de armas, proibição de viagens e congelamento de bens até 31 de janeiro do próximo ano.

O embaixador do Uruguai junto às Nações Unidas, Elbio Rosselli, em reunião no Conselho de Segurança nesta quarta-feira. Foto: ONU/Manuel Elias

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

O Conselho de Segurança adotou esta quarta-feira uma resolução que renova as sanções à República Centro-Africana, que deviam expirar a 29 de janeiro.

O documento foi aprovado por unanimidade como Resolução 2262/2016, como destacou o embaixador do Uruguai junto às Nações Unidas, Elbio Rosselli, que presidiu a sessão.

Embargo

O documento renovou o embargo a armas, a proibição de viagens e o congelamento de bens até 31 de janeiro de 2017.

A resolução também expressa "pleno apoio" ao Painel de Especialistas sobre a República Centro-Africana e extende o seu mandato até 28 de fevereiro do próximo ano.

Armas e Munições

O documento destaca a  necessidade de o país desenvolver uma melhor capacidade para armazenar e gerir as suas armas e munições.

A resolução expressa preocupação com alegações de exploração e abuso sexual por tropas de paz supostamente cometidos no país, e realça a necessidade de implementação da política de tolerância zero do secretário-geral.

Conflito

A ONU participa no processo para estabilizar o país com 11 mil soldados e polícias. Elas estão presentes em território centro-africano com as forças francesas Sangaris numa atuação com equipas de segurança locais.

Depois de nove meses de uma melhora do nível de estabilidade, uma nova onda de violência intercomunitária ocorreu em setembro. Mais de 130 pessoas morreram e 430 ficaram feridas. O número de deslocados internos aumentou 18% para mais de 447 mil pessoas.

Ajuda Humanitária

Na segunda-feira, o Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur, e seus parceiros anunciaram que mais de US$ 500 milhões serão necessários para ajudar este ano a centenas de milhares de pessoas que foram forçadas a fugir de conflitos na Nigéria e na República Centro-Africana.

As agências destacam também a necessidade de abrigo e de outros serviços básicos para comunidades anfitriãs.

*Apresentação: Eleutério Guevane.

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