OIM admite aumento de pressões e medo com migrantes na Europa

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William Lacy Swing  disse que desafio do grande número de pessoas que chegaram ao continente em 2015 não ultrapassa o controlo europeu como união; continente recebeu pelo menos 1.006.500 migrantes e refugiados no ano passado.

Migrantes no Iémen. Foto: OIM

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O diretor-geral da Organização Internacional para Migrações, William Lacy Swing, reconheceu o “aumento das pressões e do medo” provocado pelo número de migrantes e refugiados que chegaram à Europa em 2015.

Na edição de janeiro da Avaliação sobre Migração Forçada, FMR,  o representante destaca entretanto que o desafio “não vai além do controlo do continente europeu como uma união”.

Colaboração e Ação

Para uma abordagem à questão de uma forma eficaz, Swing considera necessário um “pensamento coerente” aliado à colaboração e ação.

Swing lembrou que existem 60 milhões de pessoas forçadas a deixar as suas casas na publicação sobre práticas, experiências, informações e ideias entre pesquisadores, refugiados, deslocados e pessoas que operam na área.

Os motivos incluem perseguição, assassinatos, guerra, conflitos ou desastres naturais. Ele recordou que o número é o mais alto desde a 2ª Guerra Mundial durante a qual houve um êxodo a partir da Europa, sendo agora a “vez de receber os que fogem” no continente.

Grécia e Itália

Pelo menos 1.006.500 migrantes e refugiados chegaram à Europa através do Mediterrâneo via Grécia e Itália.  O balanço aponta para 3.771 perderam a vida durante o percurso.

O chefe da OIM revelou que não deve ser esquecido que vários migrantes morrem ainda em territórios de África e do Médio Oriente quando seguem a rota para a Europa. Em junho passado, 48 migrantes foram encontrados no deserto na Argélia e no Níger.

Corpos não Achados

Swing disse haver uma “dimensão negligenciada” da situação no Mediterrâneo que tem impacto nas famílias dos mortos, particularmente quando corpos não são achados ou não há identificação.

O responsável disse as famílias experimentam não somente o que tem sido chamado de “perda ambígua”. Como defendeu, uma pessoa perdida pode afetar a dinâmica familiar, as relações sociais, a situação económica da família e os processos como herança, novo casamento e tutela de crianças.

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