Ban "profundamente preocupado" com intensificação do conflito no Iêmen

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Secretário-geral mencionou bombardeios aéreos e combates no terreno; cerca de 2,8 mil pessoas morreram devido ao conflito.

Casas destruídas no Iémen por ataque. Foto: Almigdad Mojalli/Irin

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou estar "profundamente preocupado" com a intensificação dos ataques aéreos da coalização, liderada pela Arábia Saudita, e contínuos combates no Iêmen, apesar dos pedidos pelo fim da violência.

Estimativas recentes das Nações Unidas são de que cerca de 2,8 mil civis já morreram no conflito.

Civis

Em nota emitida por seu porta-voz, Ban expressou preocupação particular com relatos de "intensos ataques aéreos em áreas residenciais e em edifícios civis na capital Sanaa, incluindo a Câmara de Comércio, um salão para casamentos e um centro para pessoas cegas".

Segundo o comunicado, o chefe da ONU também recebeu "relatos preocupantes sobre o uso de munições de fragmentação em ataques em diversos locais em Sanaa em 6 de janeiro".

A nota emitida nesta sexta-feira afirma que o uso deste tipo de munição em áreas populadas "pode ser crime de guerra por conta de sua natureza indiscriminada".

Ao mesmo, o secretário-geral lembrou a todos os envolvidos da necessidade de respeitarem suas obrigações sob a leis internacionais humanitárias e de direitos humanos, que proibem ataques diretos a civis e infraestrutura civil.

Expulsão

O chefe da ONU também pediu a todas as partes em conflito no Iêmen que se envolvam "de boa fé" com seu enviado especial no país com o objetivo de iniciar uma nova rodade de negociações de paz o mais rápido possível.

No dia anterior, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, condenou a decisão do governo do Iêmen de expulsar o representante de direitos humanos da organização em serviço no país.

Segundo Ban, nenhum funcionário das Nações Unidas deve ser ameaçado ou punido por realizar seu trabalho, que tem como base a Carta da ONU.

Ele demonstrou “profunda preocupação” também com a segurança dos outros funcionários nacionais e estrangeiros da organização que estão participando de operações humanitárias na região.

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