Ban lança Plano de Ação para Prevenir Extremismo Violento

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Secretário-geral afirmou que o extremismo violento representa um golpe contra a Carta da ONU; proposta tem sete pontos prioritários, entre eles, diálogo, empoderamento dos jovens, igualdade de gêneros e educação.

Ban Ki-moon afirmou que o extremismo violento é um golpe direto contra a Carta da ONU. Foto: ONU/Amanda Voisard

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O secretário-geral da ONU lançou esta sexta-feira o Plano de Ação para Prevenir Extremismo Violento.

Em pronunciamento no Conselho de Tutela, Ban disse que o extremismo violento representa um golpe direto contra a Carta da ONU e também uma séria ameaça à paz e à segurança internacionais.

Daesh, Boko Haram e al-Shabaab

O chefe da ONU afirmou que está chocado com os ataques e atrocidades cometidos contra a humanidade por grupos terroristas como o Daesh, denominação em árabe para o Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Isil, Boko Haram e al-Shabaab e por outros extremistas violentos.

Ban afirmou que a ameaça do extremismo violento não está limitada a uma única religião, nacionalidade ou grupo étnico. Para lidar com esse desafio, ele afirmou que será necessária uma resposta unificada.

O secretário-geral declarou que a comunidade internacional tem todo o direito de se defender desta ameaça usando todos os meios legais disponíveis.

Causas

Ao mesmo tempo, Ban afirmou que os países devem lidar com as causas do extremismo violento se quiserem resolver o problema por um longo período.

Ele disse que o extremismo violento "prospera quando os direitos humanos são violados, aspirações para inclusão ignoradas e quando muitas pessoas, especialmente jovens, perdem a perspectiva e o significado em suas vidas".

O Plano de Ação tem cinco áreas interligadas consideradas prioritárias. Para combater o extremismo violento é necessário diálogo e prevenção de conflito.

Líderes

O documento diz que é importante engajar as partes, desde autoridades de governo, líderes de oposição, religiosos e civis para conter a expansão dos grupos extremistas.

A proposta do secretário-geral pede ainda o fortalecimento da boa-governança, dos direitos humanos e do estado de direito. Outro ponto importante é a necessidade de se engajar a comunidade nas estratégias de combate aos extremistas.

Os jovens são as maiores vítimas e Ban quer atenção especial nesse caso. O chefe da ONU diz que é fundamental empoderar os jovens para prevenir a violência. As autoridades devem encontrar meios para apoiar a juventude em suas causas e assim afastá-los dos extremistas.

Ban Ki-moon cita ainda a importância da igualdade de gêneros e do empoderamento das mulheres. Segundo ele, as mulheres representam uma força essencial para a paz sustentável.

Educação

O secretário-geral disse que os Estados-membros devem investir em educação, especialmente, para crianças entre três e oito anos. O currículo escolar deve incluir ensino sobre direitos humanos e diversidade.

Outros dois pontos importantes são o desenvolvimento de novas habilidades profissionais e a criação de um processo para facilitar o emprego dos jovens que entram no mercado de trabalho.

A última área prioritária do Plano de Ação do chefe da ONU pede a implementação de uma nova estratégia de comunicação na internet e nas mídias sociais.

Ele afirmou que os extremistas tiveram sucesso em comunicar suas mensagens de violência online e que a comunidade internacional fracassou em mostrar uma visão do futuro que pudesse cativar essas pessoas e que oferecesse a perspectiva de uma mudança.

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