Angola: questão mais premente no Médio Oriente é derrotar grupos extremistas

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Vice-chefe da diplomacia, Manuel Domingos Augusto, participou de debate no Conselho de Segurança sobre o Médio Oriente; representante também falou sobre a situação entre israelitas e palestinianos.

Debate no Conselho de Segurança nesta terça-feira. Foto: ONU/Loey Felipe

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O secretário de Estado das Relações Exteriores de Angola declarou esta terça-feira no Conselho de Segurança que no momento "a questão mais premente no Médio Oriente é derrotar grupos extremistas radicais, a fim de facilitar a resolução pacífica de conflitos atuais".

Manuel Domingos Augusto disse que a "cooperação política, diplomática, militar e económica deve ser intensificada". O órgão reuniu-se para debater a região, incluindo a questão palestiniana.

Israelitas e Palestinianos

O ministro angolano "lamentou a expansão de políticas israelitas de alargamento de assentamentos" e fez um apelo aos palestinianos a persistir em renunciar a violência, reconhecer o Estado de Israel e respeitar os acordos concluídos até o momento".

O representante também "lembrou a Israel que o país não pode permanecer um Estado judeu e democrático enquanto oprime e governa ilegalmente milhões de palestinianos contra a sua vontade".

Secretário-Geral

Na abertura do debate, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou que "2016 começou da mesma forma como 2015 terminou: com níveis inaceitáveis de violência e discurso polarizado entre israelitas e palestinianos".

Ban citou esfaqueamentos, ataques contra veículos e disparos de armas de palestinianos contra civis israelitas e confrontos entre palestinianos e forças de segurança israelitas, que continuam causando mortes.

O chefe da ONU disse que somente medidas de segurança não vão acabar com a violência. Segundo Ban, essas medidas não lidam com o profundo sentimento de alienação e desespero que atingem alguns palestinianos, especialmente os jovens.

Processo de Paz

O secretário-geral afirmou que a lei deve ser aplicada contra todos os que cometeram crimes, com um sistema de justiça igualit[ario e para israelitas e palestinianos.

Ban explicou que "a frustração palestiniana está a aumentar com o peso de meio século de ocupação e da paralisação do processo de paz".

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