África Ocidental pode ser declarada livre do ebola nesta quinta-feira

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Fim da transmissão do vírus na Libéria deve ser anunciado em 14 de janeiro; marco já foi alcançado por Guiné e Serra Leoa; para o secretário-geral das Nações Unidas, resultado mostra o que é possível fazer quando "o multilateralismo funciona como deveria".

Equipes funerárias em Serra Leoa. Foto: Aurelie Marrier d'Unienville/Irin

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

A África Ocidental está próxima de ser declarada livre da transmissão do ebola.

O marco foi anunciado na Guiné em 29 de dezembro de 2015 e na Serra Leoa em 7 de novembro do ano passado. Esses países estão agora em um período de 90 dias de vigilância reforçada.

Fim do Surto

A Libéria está a um dia de declarar o fim do recente surto no país. Em um evento sobre o ebola, na sede da ONU, o secretário-geral afirmou que isto significa que nesta quinta-feira, 14 de janeiro, todas as cadeias de transmissão conhecidas terão sido interrompidas na África Ocidental.

Segundo Ban Ki-moon, o fim da transmissão da doença na região é uma "prova do que se pode alcançar quando o multilateralismo funciona como deveria, levando a comunidade internacional a trabalhar com governos nacionais no cuidado a suas populações".

Realizações e Desafios

O chefe da ONU destacou que "estas realizações não teriam acontecido sem a liderança decisiva dos presidentes e outras autoridades" dos três países mais afetados e o "envolvimento de todas as comunidades".

No entanto, Ban afirmou que "desafios significativos" permanecem e mencionou que é possível antecipar futuros surtos de ebola nos próximos anos.

Ele disse que os governos vão precisar de recursos para ajudar as comunidades e evitar infecções, detectar casos potencias e responder de forma rápida e eficaz.

Generosidade

O secretário-geral expressou gratidão pelas "generosas promessas" feitas na Conferência Internacional de Recuperação do Ebola em julho de 2015.

Ele destacou que mais de 10 mil pessoas na África Ocidental sobreviveram à doença e que elas vão precisar de apoio para sua saúde e bem-estar.

Sobreviventes, Viúvas e Órfãos

Ban afirmou que é preciso garantir o cuidado a sobreviventes, viúvas, órfãos e outras populações vulneráveis.

Ele também mencionou reconhecimento à coragem de trabalhadores de saúde e equipes funerárias, entre outros. Ao mesmo tempo, pediu que seja feito "todo o possível" para combater o "sofrimento, a desconfiança e o estigma" causados pelo ebola.

Ban afirmou que "há muito a se aprender com esta experiência" e disse estar aguardando o relatório e as recomendações do painel de alto nível independente sobre a resposta global a crises de saúde.

O ex-ministro das Relações Exteriores e da Defesa do Brasil, Celso Amorim, participa desse grupo.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 18 DE DEZEMBRO DE 2017
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