2,5 milhões de crianças sírias podem se tornar refugiadas até fim de 2016

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Alerta foi feito pelo enviado especial da ONU para Educação Global; Gordon Brown disse que são necessários US$ 250 milhões para financiar plano para manter esses menores no Líbano, na Turquia e na Jordânia.

Gordon Brown. Foto: ONU/Amanda Voisard

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O enviado especial da ONU para Educação Global, Gordon Brown, alertou que 2,5 milhões de crianças sírias podem se tornar refugiadas por causa do conflito no país, até o fim de 2016.

Segundo o ex-primeiro-ministro britânico, "a única forma de garantir a permanência desses menores na região, isto é, no Líbano, na Turquia e na Jordânia, será através de um plano de educação em dois turnos".

Viagens Fatais

As escolas desses países estão implementando dois turnos de ensino para ajudar as famílias sírias a permanecerem na área e evitarem viagens para a Europa, que podem ser fatais.

Brown afirmou que o plano terá um custo inicial de US$ 750 milhões, mas desse total, US$ 500 milhões já foram arrecadados entre doações e empréstimos de vários países e empresas. Dessa forma, faltam US$ 250 milhões para sua implementação.

O enviado especial da ONU disse que "esta é a pior crise de refugiados desde 1945" e exige um esforço monumental da comunidade internacional.

Ele explicou que a ONU já está ajudando a cuidar de 2 milhões de crianças sírias refugiadas. Brown disse que "a menos que uma ação seja tomada, elas continuarão deixando o país numa taxa de 5 mil por semana".

Até o final do ano, o ex-primeiro-ministro britânico declarou que o total pode chegar a 2,5 milhões. Para ele, a adoção de um sistema de educação com turno duplo é crítico neste momento.

Síria e Afeganistão

Segundo o Escritório das Nações Unidas de Assistência Humanitária, Ocha, a Síria tem hoje o número mais alto de refugiados do mundo, superando o Afeganistão, que liderou a lista nas últimas três décadas.

Atualmente, em média, quase 25% dos refugiados mundiais são sírios e estão vivendo em países vizinhos.

O objetivo do plano anunciado por Gordon Brown é "garantir um lugar numa sala de aula para todas as crianças sírias refugiadas em 2017".

Segundo o enviado da ONU, as crianças sírias estão se tornando rapidamente uma "geração perdida" e correm o risco de serem recrutadas para trabalho infantil ou forçadas a casamentos precoces. Além disso, são vulneráveis à influência extremista.

Pólio

A Organização Mundial da Saúde, OMS, afirmou que a Síria está quase completando dois anos sem registrar um caso de pólio, apesar dos enormes desafios com o conflito no país.

A agência da ONU informou que a doença ressurgiu na região em outubro de 2013, depois de 14 anos sem ser detectada. Foram registrados 35 casos na época, a maior parte nas cidades de Deir ez-Zor e Alepo.

Segundo a OMS, foi realizada uma grande campanha de vacinação por todo o país, que alcançou 2,9 milhões de crianças com menos de cinco anos.

A representante da OMS no país, Elizabeth Hoff, afirmou que a Síria ainda corre um alto risco de registrar novos casos da doença.

Para evitar isso, as autoridades devem continuar realizando campanhas de vacinação para aumentar a imunidade desses menores de idade.

A detecção do vírus tipo selvagem da pólio na Síria em 2013 gerou uma resposta imediata não só nacional, mas em vários países da região, como Egito, Irã, Iraque, Jordânia, Líbano, Turquia e nos territórios palestinos ocupados.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 18 DE DEZEMBRO DE 2017
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