“2016 começou com níveis inaceitáveis de violência no Oriente Médio"

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Declaração foi feita pelo secretário-geral da ONU em pronunciamento no Conselho de Segurança; Ban Ki-moon afirmou ainda que o ano começou com discurso polarizado entre israelenses e palestinos.

Foto: ONU/Amanda Voisard

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou que "2016 começou da mesma forma como 2015 terminou: com níveis inaceitáveis de violência e discurso polarizado entre israelenses e palestinos".

A declaração foi feita num pronunciamento no Conselho de Segurança, esta terça-feira, sobre a situação no Oriente Médio.

Violência

Ban citou esfaqueamentos, ataques contra veículos e disparos de armas de palestinos contra civis israelenses e confrontos entre palestinos e forças de segurança israelenses, que continuam causando mortes.

O chefe da ONU disse que medidas de segurança sozinhas não vão acabar com a violência. Segundo Ban, essas medidas não lidam com o profundo sentimento de alienação e desespero que atinge alguns palestinos, especialmente os jovens.

O secretário-geral afirmou que a lei deve ser aplicada contra todos os que cometeram crimes, com um sistema de justiça igualitário para israelenses e palestinos.

Ban explicou que "a frustração palestina está aumentando com o peso de meio século de ocupação e da paralização do processo de paz".

Natureza Humana

Segundo ele, "como povos oprimidos têm demonstrado há anos, é da natureza humana reagir à ocupação, que geralmente serve como uma poderosa incubadora de ódio e extremismo".

O chefe da ONU declarou que "a situação na região da Cisjordânia está corroendo aos poucos a viabilidade de um Estado palestino e a capacidade do povo palestino viver com dignidade".

Ban disse que num esforço para superar o impasse político, os emissários do Quarteto, grupo que inclui a ONU, a União Europeia, os Estados Unidos e a Rússia, se reuníram com autoridades israelenses e palestinas em 17 de dezembro.

Eles reforçaram a necessidade da adoção de passos significativos para fortalecer as instituições palestinas e para lidar com as preocupações de segurança de Israel.

Objetivo

Ban afirmou que para atingir esse objetivo é crucial uma mudança nas políticas israelenses, particularmente em relação à área C, controlada por Israel e que corresponde a 61% do território da Cisjordânia onde vivem 300 mil palestinos.

Ele disse que "um progresso em direção à paz exige o congelamento dos assentamento israelenses". Segundo o secretário-geral, a "continuação dessas atividades representa uma afronta ao povo palestino e à comunidade internacional".

Ban demonstrou preocupação também com a situação humanitária em Gaza. Ele disse que 18 meses depois do fim das hostilidades, as condições não melhoraram de forma significativa.

Esperança

O chefe da ONU condenou os ataques de foguetes, lançados por grupos militantes em Gaza em direção a Israel.

Ao mesmo tempo, Ban citou que a população na Faixa de Gaza sofre com desemprego, falta d'água e eletricidade.

Mas o secretário-geral declarou que os palestinos devem demonstrar compromisso para lidar com as divisões internas. Ele pediu a todas as facções palestinas que se unam tendo como base a democracia e os princípios da OLP (Organização para a Libertação da Palestina).

Segundo Ban, "a reconciliação é fundamental para unir a Cisjordânia e a Faixa de Gaza sob uma única legítima autoridade palestina".

O chefe da ONU pediu aos dois lados que aproveitem a oportunidade de restaurar a esperança numa região atingida pela intolerância e crueldade.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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