Líbia: tráfico e recrutamento forçado de crianças destacados em plano de apoio

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Ocha expõe estratégia para responder a problemas que incluem mulheres ameaçadas pela violência; necessários mais de US$ 165 milhões para ajudar o país nos próximos 12 meses.

Cívis caminham na cidade de Misrata, na Líbia. UNHCR/Helen Caux

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque. 

As necessidades de proteção aumentam na Líbia, especialmente para as mulheres ameaçadas pela violência baseada no género e para as crianças.

De acordo com um informe lançado esta sexta-feira pelo Escritório da ONU para Assistência humanitária, Ocha, os menores estão mais vulneráveis ao tráfico, ao recrutamento forçado e ao casamento precoce.

Acordo Político

O alerta foi feito um dia após a assinatura do Acordo Político sobre a Líbia, em Marrocos, por vários representantes da sociedade do país. O pacto mediado pelas Nações Unidas prevê a formação de um governo de unidade nacional.

O escritório destaca a grave situação humanitária no país que é detalhada no Plano de Resposta Humanitária até dezembro de 2016. Pelo menos US$ 165,5 milhões serão necessários para ajudar na questão e oferecer assistência humanitária a 1,3 milhões dos cerca de 2,4 milhões de necessitados.

Os custos sofreram um aumento de 364% em relação aos valores que foram pedidos para este ano.

Comunidades

A estratégia prevê salvar vidas e melhorar o acesso aos serviços básicos, proteger aos mais vulneráveis incluindo mulheres e crianças, além de melhorar a resiliência das comunidades afetadas.

Num ano, o número de deslocados duplicou para 435 mil. O país continua a ser marcado pelo movimento de migrantes e refugiados, muitas vezes explorados por redes de contrabando. Destes, cerca de 250 mil precisam de assistência que inclui apoiar a sua segurança física e dignidade.

A situação líbia é agravada pelo sistema de saúde considerado à beira do colapso. Pelo menos um em cada cinco hospitais está fechado e 2 milhões de pessoas precisam de assistência de saúde.

A situação é mais grave na cidade de Bengazi, onde 73% das escolas não funcionam.

O plano pretende restaurar a subsistência das pessoas, com o reforço da infraestrutura e uso das capacidades locais para a recuperação.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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