"Situação na Ucrânia continua tensa e volátil"

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Alerta foi feito pelo vice-secretário-geral da ONU em pronunciamento no Conselho de Segurança; reunião no órgão incluiu também secretário-geral assistenta para direitos humanos e diretor de operações do Ocha.

Ivan Šimonović em discurso no Conselho de Segurança. Foto: ONU/Amanda Voisard

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O vice-secretário-geral da ONU Jan Eliasson afirmou esta sexta-feira que a situação no leste da Ucrânia continua tensa e volátil.

Em pronunciamento no Conselho de Segurança, Eliasson afirmou que desde o início do cessar-fogo, em 1º de setembro, os confrontos nas áreas de conflito diminuíram.

Lutas Esporádicas

Mas ele disse que nas últimas semanas, algumas lutas esporádicas recomeçaram, com vários graus de intensidade, em partes das regiões de Donetsk e Luhansk.

No campo diplomático, Eliasson declarou que um progresso modesto foi alcançado depois da reunião realizada em outubro entre França, Alemanha, Rússia e Ucrânia.

Os rebeldes concordaram em adiar as eleições. As partes se comprometeram também a chegar a acordo comum sobre as modalidades de eleições nos territórios controlados pelos rebeldes, respeitando a lei ucraniana e as práticas internacionais.

Militarizada

O vice-secretário-geral afirmou que a zona de conflito continua "altamente militarizada e existe o perigo de uma séria escalada da situação".

Eliasson declarou que o problema exige atenção contínua através de programas de alerta, educação e de ações humanitárias para desarmar minas terrestres.

Segundo ele, essas operações vão ajudar a aliviar os riscos, reduzir o sofrimento e aumentar a confiança entre todos.

Direitos Humanos

O secretário-geral assistente para Direitos Humanos, Ivan Simonovic, afirmou que os últimos meses foram marcados por uma redução "considerável" das hostilidades.

Simonovic disse que a violência não acabou completamente, mas os bombardeios em áreas muito povoadas diminuiram bastante. O número de mortes de civis, especialmente causadas pelos ataques aéreos, também registrou uma queda significativa.

O secretário-geral assistente declarou que o número de mortes entre 16 de agosto e 15 de novembro caiu para menos da metade do período entre maio e agosto.

Ele explicou as pessoas continuam morrendo, 80% delas por causa de dispositivos explosivos improvisados deixados na região.

Simonovic disse que a quantidade de pessoas que perderam a vida no conflito é muito alta. De abril de 2014 até 7 de dezembro deste ano, 9.115 pessoas foram mortas no leste da Ucrânia.

Segundo ele, este é um cálculo conservador, o resultado final deve ser muito maior.

Para Simonovic, a implementação dos Acordos de Minsk é a única estratégia viável para se alcançar uma solução pacífica na região de Donbas, que representa o ponto principal para resolver a crise de direitos humanos no país.

Idosos e Doentes

O diretor de operações humanitárias, John Ging, falou em nome do chefe do Escritório da ONU de Assistência Humanitária, Stephen O'Brien.

Ele relatou o impacto do conflito, principalmente sobre os mais vulneráveis: idosos e pessoas doentes.

Ging disse que 2,8 milhões vivem em áreas não controladas pelo governo ucraniano com uma liberdade limitada de movimento. Outros 800 mil estão vivendo em condições difíceis e perigosas nas áreas que separam as regiões controladas pelo governo e pelos rebeldes.

Segundo ele, o número de deslocados internos chegou a 1 milhão e uma quantidade maior do que essa fugiu do país.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 13 DE DEZEMBRO DE 2017
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