Relatores alertam sobre aumento dos abusos contra sunitas no Iraque

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Forças de segurança iraquianas e curdas estariam cometendo abusos de direitos humanos em locais que foram libertados do Isil; comunidades de árabes sunitas sofrem despejos forçados.

Cécile Pouilly. Imagem: Unifeed

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

O escritório de Direitos Humanos da ONU tem recebido relatos do aumento de abusos cometidos por forças de segurança curdas e iraquianas contra árabes sunitas.

A situação tem sido observada em locais do Iraque que foram recuperados do controle do Isil. As forças de segurança estariam saqueando e destruindo propriedades em comunidades de árabes sunitas, exigindo despejos forçados, sequestrando pessoas e prendendo outras de forma ilegal.

Abusos

Segundo a porta-voz do escritório, Cécile Pouilly, há inclusive relatos sobre assassinatos extra-judiciais. Em Genebra, ela falou também que fortes violações dos direitos humanos continuam sendo observadas em áreas controladas pelo Isil, como queima e decapitação de civis.

Pouilly fez um apelo ao governo do Iraque, para que investigue todas as violações e os abusos de direitos humanos, incluindo atos cometidos contra sunitas.

Cuidados

As Nações Unidas defendem apoio às vítimas e medidas para que os autores das ações sejam levados à justiça. A porta-voz diz que os árabes sunitas têm enfrentado mais discriminação, assédio e violência, acusados de estarem apoiando o Isil.

O escritório de Direitos Humanos da ONU lembra que essas comunidades precisam ter acesso à água, comida, abrigo e cuidados médicos. Outra preocupação são com 1,3 mil árabes sunitas sitiados perto de Sinjar, numa área entre os controles das forças de segurança curdas e o Isil.

Mortes

Sobre o Estado Islâmico do Iraque e do Levante, a ONU recebeu relatos de 16 túmulos com corpos de pessoas assassinadas pelo Isil em Sinjar. Pessoas que não estão de acordo com a ideologia do grupo ou que não foram fieis são o principal alvo de sequestros, decapitação e queimaduras.

Outra preocupação é com as crianças. Segundo o Unicef e a Missão da ONU no Iraque, Unami, 189 menores foram mortos e 301 ficaram feridos no país desde o início do ano.

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