Refugiados palestinos são tema de debate no Rio de Janeiro

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Agência da ONU promoveu discussão sobre a situação de 450 mil palestinos que estão na Síria; Brasil tem feito várias contribuições financeiras para a Unrwa, com o objetivo de apoiar a ajuda humanitária.

Imagem da exposição Uma Longa Jornada. Foto: Unwra

Pedro Andrade, do Unic Rio/ONU Brasil no Rio de Janeiro.*

A Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados Palestinos, Unrwa realizou na quinta-feira um debate sobre a dimensão humanitária da crise síria. No Rio de Janeiro, especialistas discutiram em especial a situação dos palestinos que estão refugiados em território sírio.

São cerca de 450 mil pessoas que já haviam buscado abrigo antes do país entrar em conflito, em 2011. Mais de 95% desses civis dependem de assistência direta da Unrwa, que administra vários acampamentos na Síria.

Símbolo

No debate, o coordenador do Núcleo de Estudos do Oriente Médio da Universidade Federal Fluminense, Paulo Hilu Pinto, lembrou do campo de refugiados de Yarmouk, que virou símbolo da situação dos palestinos na Síria.

O local foi cercado em 2012 por grupos da oposição, que proibiam a entrada de ajuda humanitária, e neste ano, forças do Isil invadiram o acampamento. O Brasil é um dos países que tem ajudado a Unrwa com frequência.

Arroz

O coordenador de ações internacionais de combate à fome, ministro Milton Rondó, explicou um pouco sobre as contribuições que o país faz à agência da ONU.

"Nós temos coberto todo o consumo de arroz dos refugiados palestinos no Oriente Médio atendidos pela Unrwa durante todo o ano. O ano passado cobrimos todo e este ano também. Além das doações e recursos que nós já fizemos em torno de US$ 15 milhões."

Segundo Rondó, o Brasil doou cerca de 12 mil toneladas de arroz para a Unrwa no ano passado. O histórico positivo de relações do governo brasileiro com a agência da ONU ficou mais forte a partir de 2009.

Mostra

Segundo o diretor do Centro de Informação da ONU para o Brasil, Unic Rio, naquele ano, o governo decidiu ajudar na reconstrução de Gaza. Giancarlo Summa afirma que o país tem um papel importante no setor da ajuda humanitária internacional.

"É um país que sempre demonstrou solidariedade e empenho quando há exigências humanitárias. E por isso, nós como Nações Unidas somos muito agradecidos. E também há uma grande empatia da população brasileira quando há sofrimento, quando precisa agir para ajudar. O sucesso de público da exposição Uma ‘Longa Jornada’ demonstra que os brasileiros querem saber mais e se engajar. Então nós estamos muito esperançosos de que isso possa dar mais frutos no futuro."

O projeto da exposição 'Uma Longa Jornada'  foi a atividade mais importante da Unrwa Brasil em 2015. Implementado nas cidades de São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro ao longo do ano, a mostra atraiu mais de cinco mil visitantes.

No Rio de Janeiro, a exposição está aberta ao público até o dia 10 de janeiro, no Centro Cultural Correios. A visitação é gratuita.

*Apresentação: Leda Letra.

 

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