Para Moçambique, vice-presidência da Assembleia Geral favorece visibilidade

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País ocupa o segundo cargo mais importante do principal órgão deliberativo das Nações Unidas até setembro; em entrevista à Rádio ONU, embaixador António Gumende falou dos marcos do período que marca os 70 anos da organização.

Gumende disse que Moçambique é parte dis seis representantes africanos que ocupam atualmente a vice-presidência da Assembleia Geral.

Eleutério Guevane da Rádio ONU em Nova Iorque.

Moçambique destaca a sua atuação nas Nações Unidas em 2015, na entrevista à Rádio ONU que acontece três meses depois de o país ter assumido o cargo de vice-presidente da Assembleia Geral.

O embaixador moçambicano junto à organização, António Gumende,  disse que o facto de ocupar o segundo cargo mais importante do órgão deliberativo, juntamente com mais 20 nações, torna o país mais visível.

Maior Visibilidade

“Tivemos a honra de ser o primeiro vice-presidente a ser utilizado nesta sessão, que coube a responsabilidade ao ministro dos Negócios Estrangeiros presidir esta sessão no debate geral o que contribuiu para maior visibilidade ao país. Nós, como missão, temos estado a continuar nesta senda desempenhando as nossas funções como vice-presidentes desta sessão e a responsabilidade que ela exige para facilitar a interação entre os Estados-membros na tomada das decisões importantes para o sistema das Nações Unidas.”

A última sessão da Assembleia Geral foi marcada pela adoção do orçamento de US$ 5,4 mil milhões para o funcionamento das atividades das Nações Unidas durante o biénio 2016-2017 na semana passada.

Plataformas

O embaixador defendeu que a  participação de Moçambique foi evidenciada numa série de decisões como membro de plataformas de negociação. Estas  incluem o grupo de países africanos e o grupo dos 77+China, num ano que considera de atividade assinalável.

“A conferência de Sendai sobre os Desastres Naturais. Seguindo-se a adoção dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. A Conferência de Adis Abeba sobre o Financiamento ao Desenvolvimento, que teve como culminar deste grupo de ações importantes a Conferência de Paris sobre as Mudanças Climáticas. Estas ações todas foram objeto de negociações intensas aqui ao nível das Nações Unidas. Nós, como sempre que possível, demos o nosso contributo e a nossa colaboração.”

Mandato

No período que marca o 70º aniversário das Nações Unidas, Moçambique assumiu o mandato de 12 meses na mesma altura em que iniciou o do presidente da Assembleia Geral, Mogens Lykketoft.

O país é um dos seis representantes de Estados Africanos que ocupam atualmente o posto até ao encerramento da sessão, em setembro de 2016.

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