Para Guterres, mundo passa por dois "mega problemas" ligados à insegurança

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O primeiro é a "multiplicação incontrolável dos conflitos" e o segundo são os "efeitos crescentes dos desastres naturais e da mudança climática"; chefe do Acnur fala sobre importância de entender as raízes dos deslocamentos.

António Guterres. Foto: ONU/Jean-Marc Ferré

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

Do Oriente Médio à África, guerras e conflitos estão levando um número sem precedentes de pessoas a abandonar suas casas. Em outras regiões, especialmente na Ásia, enchentes, tempestades, ciclones e secas estão destruindo casas e meios de subsistência.

A agência da ONU para Refugiados, Acnur, acredita que existe uma necessidade cada vez maior de se entender a raiz dos problemas por trás dos atuais níveis de deslocamentos.

Encruzilhada

Esse é o tema do oitavo diálogo anual do alto comissário da ONU para Refugiados, iniciado esta quarta-feira em Genebra. Na abertura do encontro, que foca nos desafios de proteção, António Guterres afirmou que o mundo vive uma encruzilhada.

Na avaliação dele, essa conjuntura é definida por "dois mega problemas num ambiente de insegurança global". O primeiro, segundo Guterres, é "uma multiplicação aparentemente incontrolável dos conflitos violentos".

Mudança Climática

O segundo problema são os "efeitos crescentes dos desastres naturais e da mudança climática". O alto comissário da ONU para Refugiados deixa o cargo no final deste mês, após 10 anos liderando a agência da ONU.

Antonio Guterres afirmou que o diálogo que ocorre em Genebra é uma oportunidade de avaliar causas e fatores que foram acumulando e contribuindo para o deslocamento de pessoas.

Vontade Política

Segundo o Acnur, mais de 60 milhões de pessoas estão desalojadas ou vivendo como refugiadas, o maior número desde o final da Segunda Guerra Mundial. Uma das crises recentes ocorre no país mais novo do mundo, o Sudão do Sul, onde 1,6 milhão de civis abandonaram suas casas devido ao conflito.

Já em Bangladesh, milhares de pessoas estão desalojadas devido ao aumento do nível do mar ou tempestades.

Antonio Guterres também defende "renovação da vontade política e liderança para proteger" refugiados e deslocados e para acabar com conflitos violentos e controlar o progresso do aquecimento global.

O diálogo promovido pelo alto comissário segue até quinta-feira, com a participação de governos, ONGs, sociedade civil e parceiros humanitários.

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