ONU alerta que Isil usou internet para recrutar mais de 30 mil combatentes

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Questão foi debatida durante reunião especial da Comissão Contraterrorismo; participantes discutiram como prevenir terroristas de explorarem internet e mídia social para recrutar extremistas.

Jeffrey Feltman. Foto: ONU/Evan Schneider

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

A ONU alertou que o grupo Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Isil, também chamado de Daesh em árabe, usou a internet para recrutar mais de 30 mil terroristas de mais de 100 países para lutarem na Síria e no Iraque.

A declaração foi feita pelo diretor-executivo do Centro de Combate ao Terrorismo da ONU, Jeffrey Feltman, durante debate sobre o assunto, esta quinta-feira, no Conselho de Segurança.

Sociedade

Feltman disse aos participantes que o mundo não pode permitir que a internet seja usada para minar as bases da sociedade.

O chefe do Centro de Combate ao Terrorismo disse que a ONU e os Estados-membros trabalhando em conjunto com o setor privado, devem agir para evitar e conter a exploração dos recursos de informação e comunicação tecnológica.

Eles devem também desenvolver uma estratégia para expôr "a hipocrisia dos grupos terroristas" e mostrar alternativas às pessoas que estão sendo recrutadas.

Feltman disse que os participantes do encontro discutiram ainda como combater os terroristas no uso indevido da internet e, ao mesmo tempo, respeitar os direitos humanos e as liberdades fundamentais.

Essencial

O representante da ONU deixou claro que o respeito pelos direitos humanos e pelas liberdades fundamentais é essencial. Ele explicou que onde esses direitos estão em risco ou são concedidos de forma seletiva, cria-se um ambiente para queixas que pode se tornar um terreno fértil para o recrutamento por grupos terroristas.

Feltman citou três áreas básicas das atividades da ONU para combater o problema: coerência, diálogo inovador com novos parceiros e um quadro global.

Relator Especial

Ele afirmou que "a redução da influência de grupos terroristas não deve acontecer às custas  da redução ou limitação do discurso político na internet e nas mídias sociais.

Feltman elogiou a criação de um mandato para um relator especial sobre o Direito à Privacidade na Era Digital. O diretor do Centro de Combate ao Terrorismo da ONU disse que a indicação reforça a necessidade de se dar mais atenção aos desafios que surgiram com a comunicação digital, incluindo vigilância e coleta de dados.

Ele declarou que já existe um consenso global sobre a necessidade urgente de se fortalecer a cooperação internacional no combate ao uso da internet e da mídia social pelos terroristas.

Feltman afirmou que a comunidade internacional precisa fazer mais  para a adoção de medidas que combatam a ameaça extremista vinda das novas tecnologias.

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