OMS celebra fim da transmissão do ébola na Guiné Conacri

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Agência assegura apoio aos três meses de vigilância reforçada para garantir identificação rápida de eventuais casos; país africano completou 42 dias desde que a última pessoa testou negativo para o vírus pela segunda vez.

Foto: ONU/Martine Perret

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque. 

A Organização Mundial da Saúde, OMS, declarou esta terça-feira o fim da transmissão do vírus ébola na Guiné Conacri. A medida é tomada após 42 dias desde que o segundo teste para o vírus deu negativo na última pessoa infetada.

De acordo com a agência, o país entra para o período de 90 dias de vigilância reforçada para garantir que qualquer caso seja identificado rapidamente antes do vírus passar para outra pessoa.

Adversidade

Em nota, o representante da OMS na Guiné Conacri felicitou o governo e o povo do país pelo fim do surto e porque na “adversidade demonstraram extraordinária liderança” durante o combate à epidemia.

Mohamed Belhocine prometeu apoio contínuo da agência e dos seus parceiros durante o período de vigilância reforçada e nos primeiros esforços do país para relançar e fortalecer os serviços essenciais de saúde em 2016.

Contaminação

O fim da transmissão do ébola na Guiné Conacri é considerado um marco no combate ao surto na África Ocidental por ter sido onde iniciou a contaminação pelo vírus há dois anos.

Foi em dezembro de 2013 que o vírus se espalhou da área de Gueckedou para a Libéria, para a Serra Leoa e para outros sete países por terra e por viagens aéreas.

A diretora regional da OMS para África, Matshidiso Moeti, disse que pela primeira vez os três países interromperam as cadeias originais de transmissão responsáveis pelo inicio do surto.

Vigilância

Após elogiar os governos, as comunidades e os parceiros pela determinação em chegar a esta etapa, ela disse que é preciso vigilância à medida que se trabalha para construir sistemas de saúde resilientes. A meta é garantir a contenção de qualquer  alastramento que possa surgir em 2016.

De acordo com a OMS, além de cadeia original de transmissão houve 10 novos pequenos surtos de ébola entre março e novembro de 2015. Estes foram “aparentemente causados pelo reaparecimento de um vírus persistente” em sobreviventes.

Sémen

Entre os desafios das pessoas recuperadas é que depois desse processo e da eliminação do vírus da corrente sanguínea, este pode persistir no sémen de alguns homens por um período entre nove a 12 meses.

Junto aos governos da Libéria, da Serra Leoa e da Guiné Conacri a OMS e seus parceiros ajudam a garantir o acesso dos sobreviventes à assistência médica e psicossocial.

As ações incluem fazer a seleção de pacientes onde o vírus persiste, além do aconselhamento e da educação para ajudar a reintegração familiar e comunitária e a reduzir o estigma e a minimizar o risco de transmissão.

Prevenir, Detetar e Responder

O representante especial do diretor-geral da Resposta ao Ébola na OMS disse que os próximos meses serão “absolutamente críticos”. Bruce Aylward disse nesse período, os países precisam ter a certeza de que estão totalmente preparados para prevenir, detetar e responder a quaisquer novos casos.

O responsável defende que o tempo limitado de persistência do vírus em sobreviventes pode dar origem a novas crises em 2016, o que torna imperativo que os parceiros continuem a apoiar esses países.

A OMS vai manter equipas de vigilância e de resposta a surtos nos três países até 2016. Nesses territórios será executada uma agenda de recuperação total dos setores de saúde durante o período.

O objetivo é reiniciar e reforçar programas essenciais de saúde pública, especialmente de saúde materna e infantil, além de continuar a manter a capacidade de detetar, prevenir e responder a qualquer incidência de ébola.

Leia Mais:

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