Moçambique vai aumentar resposta ao HIV

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Segundo Programa Conjunto da ONU sobre o HIV/Sida, Onusida, incidência do vírus é particularmente alta no país; calcula-se que 1,5 milhão de pessoas viviam com o HIV na nação africana em 2014.

Aumentar a cobertura do tratamento antirretroviral. Foto: Uniads

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

O diretor executivo do Programa Conjunto da ONU sobre o HIV/Sida, Onusida, Michel Sidibé, saudou Moçambique por acelerar a sua resposta à doença.

Segundo o Onusida, 1,5 milhão de pessoas viviam com o HIV no país em 2014 e a incidência do vírus estava estimada em 10,6%, a oitava mais alta do mundo.

Compromisso

No entanto, o país está comprometido em adotar a estratégia Fast-Track do programa, que pretende acelerar ações para acabar com a epidemia até 2030.

Com apoio internacional, Moçambique conseguiu aumentar muito a cobertura da terapia antirretroviral, a testagem e o aconselhamento desde 2012.

A expansão do tratamento para mulheres grávidas a viver com o HIV resultou num declínio de 73% de 2011 a 2014 no número de novas infeções entre crianças. Novos contágios entre adultos foram reduzidos em 40% de 2004 a 2014.

Visita

Sidibé visitou Moçambique esta semana ao lado do diretor executivo do Fundo Global para combater a Sida, Tuberculose e Malária, Mark Dybul, e a coordenadora do Plano de Emergência do Presidente dos EUA para resposta à doença, Pepfar, Deborah Birx.

O objetivo da primeira missão conjunta foi aumentar o apoio ao país para que implemente as suas prioridades nacionais e o reforço da parceria.

Os visitantes defenderam o compromisso contínuo com Moçambique e com o fim da epidemia de Sida até 2030. Eles também destacaram a importância de garantir acesso imediato a serviços e tratamento para o HIV para os seropositivos.

Apoio Inabalável

O chefe do Onusida afirmou que o apoio a um Moçambique "mais saudável e forte é inabalável".

Para Michel Sidibé, através de uma abordagem para "garantir que as pessoas em maior risco recebam serviços relacionados ao HIV, Moçambique pode acabar com a epidemia de Sida até 2030".

Segundo o representante, a medida vai exigir investimento, compromisso e ação, principalmente nos próximos cinco anos.

Direitos e Dignidade

Num encontro com o presidente de Moçambique, Filipe Jacinto Nyusi, o chefe do Onusida elogiou o governo por defender uma abordagem de saúde e desenvolvimento voltada para as pessoas.

Sidibé também saudou a adoção de uma lei, em 2014, que busca proteger os direitos e a dignidade das pessoas que vivem com o HIV. O representante reuniu-se com o ex-presidente Joaquim Chissano e a ativista Graça Machel.

*Apresentação: Denise Costa.

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