Moçambique citado pela subida ao dobro do preço de milho devido ao El Niño

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Efeitos do fenómeno aumentaram custos do produto na África do Sul e no Malaui; manifestações são as mais fortes dos últimos 18 anos na região; graves consequências da seca fazem-se sentir no Lesoto e Suazilândia.

Agricultor na Suazilândia. Foto: FAO

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

Moçambique foi citado como um dos países da África Austral onde os preços a retalho de milho aumentaram ao dobro. A situação também regista-se no Malaui devido à fraca produção afetada pelo fenómeno climático El Nino.

As vendas a grosso do produto subiram pela metade na África do Sul, o maior produtor regional de cereais e que normalmente exporta o milho para as nações da área.

Chuvas e Temperaturas

As manifestações do fenómeno registam-se nas produções agrícola e pecuária com a baixa das chuvas e o aumento das temperaturas, de acordo com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO.

A redução segue-se a uma temporada que a agência considera “dececionante”. Para a FAO, a subida dos custos “pode ter impacto profundo na situação da segurança alimentar em 2016″.

O alerta especial foi lançado esta terça-feira pelo Sistema de Alerta Precoce de Informação Global, que revela que o atual El Niño é o mais forte da região em 18 anos.

O pico do fenómeno na África Austral deve registar-se no início do próximo ano, antes da habitual temporada das colheitas.

Impacto

Na África do Sul, o plantio do milho já sofreu atrasos. As culturas semeadas sofrem o impacto negativo da falta de chuvas e das altas temperaturas.

O vice-chefe do Programa Estratégico de Resiliência da FAO, Shukri Ahmed, disse esta é a sexta semana da safra e “não há humidade suficiente no solo”.

Os pequenos agricultores da região dependem quase totalmente da chuva, e o El Niño torna a produção altamente suscetível a variações.

Baixa Produção

O impacto do El Niño nos países depende da sua localização e temporada. As áreas com produção agrícola mais exposta são as do norte, mas há episódios recentes associados à baixa produção em países incluindo a África do Sul.

A FAO cita previsões meteorológicas que apontam para uma maior probabilidade de continuarem as chuvas abaixo do normal na maioria dos países da região austral africana, entre dezembro e março.

Lesoto e Suazilândia

A África do Sul declarou o estado de seca em cinco províncias onde são produzidos mais cereais. O Lesoto emitiu um plano de mitigação da seca e a Suazilândia restringiu a distribuição de água devido ao baixo nível das reservas.

O aumento dos preços na região junta-se à carência provocada pela queda dos estoques e pela limitação de abastecimentos alimentares.

*Apresentação: Denise Costa.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 12 DE DEZEMBRO DE 2017
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