Mais de 16 milhões de bebês nasceram em regiões de conflito em 2015

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Alerta foi feito pelo Unicef que reforça o problema da vulnerabilidade enfrentada pelo aumento do número de crianças; diretor do Fundo das Nações Unidas afirmou que "muitas crianças estão iniciando a vida em condições extremas".

Bebê no Sudão do Sul. Foto: Unicef/Rich

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.*

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, alertou que mais de 16 milhões de bebês nasceram em regiões de conflito em 2015. Isso representa um em cada oito nascimentos no mundo.

Num relatório divulgado esta quinta-feira, o Unicef diz que os dados reforçam a vulnerabilidade enfrentada pelo crescente número de crianças.

Condições Extremas

O diretor-executivo do Fundo, Anthony Lake, afirmou que "a cada dois segundos um bebê respira pela primeira vez em meio a um conflito, geralmente em circunstâncias aterrorizantes e sem cuidados médicos".

Segundo Lake, "muitas crianças estão iniciando a vida em condições extremas, desde conflitos a desastres naturais, pobreza, doenças e desnutrição".

O chefe do Unicef pergunta se há uma forma pior do que essa para se começar uma vida.

Síria

O relatório declara que em países afetados por conflitos, como Afeganistão, Iêmen, Iraque, República Centro-Africana, Síria e Sudão do Sul ou em jornadas perigosas para escapar de violência, recém nascidos e suas mães enfrentam riscos enormes.

O documento mostra ainda que as grávidas sofrem o risco de ter seus filhos sem ajuda médica e em locais sem qualquer higiene.

Segundo os especialistas, essas crianças têm grande possibilidade de morrer antes de completarem cinco anos. Além disso, enfrentam experiências consideradas extremas que podem afetar o lado emocional e o desenvolvimento cognitivo.

O Unicef diz que além dos conflitos, a pobreza, os efeitos climáticos e a falta de oportunidade estão tornando as crianças cada vez mais vulneráveis e já forçaram a fuga de milhões delas.

Asilo

O relatório mostra que mais de 200 mil crianças pediram asilo a países da União Europeia nos primeiros nove meses de 2015. Elas se juntam a mais de 30 milhões de outras pelo mundo que foram forçadas a fugir de suas casas por causa de guerras, violência e perseguição, em 2014.

O Fundo diz que mais de 250 mil crianças vivem em países e regiões de conflito e enfrentam obstáculos de acesso a serviços de saúde, educação e bem-estar.

Ainda segundo o Unicef, as crianças representam quase metade de todas as pessoas que vivem na extrema pobreza, mas ao mesmo tempo, chegam a um terço da população global.

*Apresentação: Leda Letra.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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