Forças da ONU feridas no referendo de domingo da República Centro-Africana

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Sessão do Conselho de Segurança abordou situação do país esta segunda-feira; votação foi estendida em áreas onde houve impedimentos; atos de violência e de intimidação foram atribuídos às milícias anti-Balaka e ao antigo grupo Séléka.

Hervé Ladsous em discurso no Conselho de Segurança. Foto: ONU/Loey Felipe

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

Três soldados de paz ficaram feridos durante os “atos de violência e de intimidação” ocorridos no referendo de domingo na República Centro-Africana. As lesões resultaram de incidentes na capital Bangui e na cidade de Briar.

As cidades de Birao, Bossangoa, Ndele e Kaga-Bandoro também registaram atos provocados pelas milícias anti-Balaka e Séléka contra os eleitores e o pessoal eleitoral.

Prevenção

A informação foi dada esta segunda-feira ao Conselho de Segurança pelo subsecretário-geral para as Operações de Paz, Hervé Ladsous, em sessão que discutiu a situação do país.

O responsável disse que em grande parte do território o processo foi um sucesso. A votação foi possível em vários centros graças às “medidas preventivas” tomadas pela Missão da ONU na República Centro-Africana, Minusca.

A operação de paz citou a violência como a principal razão que impediu a votação em alguns locais, onde o processo decorreu esta segunda-feira.

Desejo de Mudanças

Mais de 3 milhões de eleitores foram inscritos para votar, o que corresponde a 95% do total. Para o chefe das Operações de Paz da ONU, o facto demonstra o forte desejo de mudanças por parte da população.

Ladsous declarou que os esforços para minar o referendo constitucional demonstram que “há atores que permanecem determinados a sabotar o processo político na República Centro-Africana”.

Para ele, a consulta popular sobre a constituição marca a “fase final e mais sensível” do processo eleitoral. A primeira volta das eleições presidenciais e legislativas está marcada para 27 de dezembro.

Tentativas

Ladsous disse que os eventos reforçam o argumento de que o momento é de “conter ainda mais as tentativas dos perturbadores”.

O representante pediu a toda a comunidade internacional que continue unida na “sua mensagem intransigente de rejeição de qualquer tentativa de sabotar o processo político” centro-africano.

*Apresentação: Denise Costa.

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