FAO relata queda no preço dos alimentos em novembro

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Agência das Nações Unidas destaca piora na situação de segurança alimentar em áreas de conflito e com condições climáticas adversas; cerca de 33 países, incluindo 26 em África, precisam de assistência externa para comida.

Produção de milho na Sérvia. Foto: FAO

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O preço dos principais produtos alimentares caiu em novembro, a reverter cerca de metade da subida do mês anterior. O custo dos alimentos comercializados internacionalmente caiu de forma geral, com exceção do açúcar.

O Índice de Preços dos Alimentos da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, teve uma média de 156,7 pontos em novembro. Isto representa uma queda de 1,6% em relação a outubro e 18% em comparação ao ano anterior.

Grupos Alimentares

O índice de preços de alimentos da FAO é ponderado pelo comércio e acompanha os preços de cinco grandes grupos alimentares nos mercados internacionais: cereais, carnes, laticínios, óleos vegetais e açúcar.

O preço dos óleos vegetais caiu 3,1% em relação a outubro enquanto o índice dos cereais teve uma queda de 2,3% e o de laticínios 2,9%. O preço das carnes também baixou, no entanto, o açúcar teve uma forte alta pelo terceiro mês consecutivo.

Brasil

O aumento foi motivado por preocupações contínuas em relação a atrasos nas colheitas devido a chuvas excessivas em regiões produtoras do Centro-Sul do Brasil.

Além disso, houve também relatos de danos nas colheiras, induzidos pelo clima, em outros países líderes na produção de açúcar como Índia, Tailândia, África do Sul e Vietnã.

El Niño

Um documento da FAO sobre suprimento e demanda de cereais, também divulgado nesta quinta-feira, reduziu ligeiramente a previsão para a produção mundial do grupo de alimentos em 2015.

A expectativa agora é 1,3% menor do que o recorde do ano anterior.

No entanto, padrões climáticos anormais associados com o El Niño devem ter impacto adverso da produção de cereal em partes da África, Ásia e Oceania.

Diversos países na América Central e no Caribe, assim como na Ásia, já foram afetados. O clima seco no norte da Índia também reduziu a produção local de cereais na temporada 2015.

Segurança Alimentar

De acordo com outro documento da FAO também lançado esta quinta-feira, cerca de 33 países, incluindo 26 em África, estão a precisar de assistência alimentar externa.

As razões seriam seca, cheias e as necessidades de pessoas deslocadas por conflitos.

A insegurança alimentar piorou por conta de conflitos na Síria e no Iémen, mas também em países como o Níger, Camarões, Chade e República Democrática do Congo que receberam refugiados de nações vizinhas.

África

O número de pessoas na África Ocidental em crises classificadas como estágio 3 ou acima deve subir de cerca de 8 milhões atualmente para 10,7 milhões entre junho e agosto de 2016.

Na África Oriental, marcada por uma grave seca na Etiópia assim como conflitos prolongados, o número de pessoas a precisar de assistência humanitária é calculado em 17 milhões, 50% a mais que há um ano.

A parte Austral do continente também está a enfrentar alguns impactos por conta da seca ligada ao El Niño que está a afetar o cultivo de cereal para a temporada 2016.

A projeção da FAO no momento é que a produção regional de grãos em África em 2015 caia 12% para 67 milhões de toneladas. A produção mundial deste alimento deve cair 2% para 1,3 mil milhões de toneladas.

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