Europa recebeu mais de 1 milhão de refugiados e migrantes em 2015

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Acnur e OIM dizem que esse é o maior número de pessoas deslocadas por guerras e conflitos já visto desde os anos 90 nas regiões leste e central do continente; os sírios representam metade desse total.

Chegada de migrantes a Lesbos. Foto: Acnur/A. Zavallis

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

A Europa recebeu mais de 1 milhão de migrantes e refugiados em 2015. Esse é o número mais alto visto no continente desde os anos 90 quando vários conflitos ocorreram na ex-Iugoslávia.

O alerta foi feito pelo Alto Comissariado da ONU para Refugiados e pela Organização Internacional para Migrações. Segundo o Acnur e a OIM, os sírios representam metade desse grupo, seguidos pelos afegãos e iraquianos.

Mediterrâneo

Até 21 de dezembro, as duas organizações disseram que 972 mil pessoas chegaram à Europa pelo Mar Mediterrâneo e 34 mil foram por terra da Turquia passando pela Bulgária até chegar à Grécia e depois para outros países europeus.

Do total de 1.006.500 migrantes e refugiados, a grande maioria, mais de 816 mil, desembarcou inicialmente na Grécia. As chegadas pelo Mediterrâneo aumentaram de 5,5 mil em janeiro para 221 mil em outubro.

Houve uma queda no número de pessoas que tentaram atravessar o Mediterrâneo do norte da África para a Itália que passou de 170 mil em 2014 para 150 mil neste ano.

Segundo o Acnur e a OIM, mais de 3,6 mil pessoas morreram na viagem para chegar ao continente europeu.

Inevitável

O alto comissário da ONU para Refugiados, António Guterres, afirmou que "os sentimentos contra estrangeiros estão aumentando em algumas regiões". Ele disse que é importante reconhecer "as contribuições positivas feitas por migrantes e refugiados nas sociedades em que vivem".

O diretor-geral da OIM, William Lacy, declarou que "a migração é inevitável, é necessária e desejada". Ele afirmou que "não é suficiente apenas registrar o número de chegadas. A migração deve ser legal e segura tanto para as pessoas que chegam como para os países que as recebem".

Depois de um início caótico, o Acnur iniciou uma resposta de emergência para apoiar e complementar os esforços europeus.

Segundo a agência da ONU, muito mais ainda precisa ser feito para reforçar a capacidade de recepção nos principais pontos de entrada de refugiados e migrantes.

O Acnur cita a disponibilidade de acomodações decentes, assistência, registro e avaliação das pessoas que chegam diariamente nesses locais.

Ainda segundo a agência, é preciso identificar as pessoas que necessitam de proteção e as que precisam ser levadas para outros países da União Europeia.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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