Discurso de ódio na mídia e em redes sociais é "grande problema"

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Afirmação é da subsecretária-geral da ONU para Informação Pública; em debate, Cristina Gallach lamenta que mais pessoas usam discurso de ódio para incentivar confrontos entre civilizações; ela pede combate à prática.

Folheto da Aliança das Civilizações distribuído durante o debate

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York. 

As Nações Unidas promoveram nesta quarta-feira um diálogo internacional sobre o discurso de ódio na mídia. A subsecretária-geral da ONU para Comunicações e Informação Pública lembrou que hoje, mais do que nunca, as pessoas estão usando o discurso de ódio para incentivar confrontos entre civilizações em nome da religião.

Para Cristina Gallach, a meta geralmente é "radicalizar jovens, para que percebam o mundo como preto e branco, bem contra o mal e para que abracem um caminho de violência".

Problema nas Mãos

A subsecretária-geral da ONU afirmou que as redes sociais e a internet permitem a essas pessoas divulgarem o discurso de ódio facilmente, para milhões de pessoas. Gallach afirmou que o mundo tem um grande problema nas mãos.

Ela defendeu a aprovação ou o reforço de leis que proíbam a promoção do ódio ou da violência. Outra ideia é que os meios de comunicação sejam utilizados para combater o discurso de ódio.

Cristina Gallach afirmou que mesmo imagens muito fortes podem ser apresentadas na mídia de uma maneira que toque as pessoas. Ela citou o caso do menino sírio Aylan, que morreu afogado. Segundo a representante da ONU, as imagens fizeram as pessoas ver a crise dos migrantes com outros olhos.

Mensagem Universal

A especialista em comunicação também sugeriu a promoção de mensagens universais que foquem em valores comuns, como o respeito aos pais, às crianças e a vontade de todos por um futuro melhor.

No debate na sede da ONU em Nova York, Gallach falou ainda que todos devem monitorar as redes sociais e responder rapidamente a qualquer manifestação de ódio.

Segundo ela, o Facebook tem 1,5 bilhão de usuários e o Twitter tem mais de 300 milhões, por isso é importante que os cidadãos respondam e combatam qualquer postagem que promova a violência ou o preconceito.

A subsecretária-geral da ONU lembrou que combater o discurso de ódio é uma responsabilidade coletiva dos países, das pessoas e da mídia.

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