COP21: chefe do ECA diz que “noites estão a ficar curtas para negociações”

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Dia de África na Conferência do Clima é assinalado esta terça-feira; representante defende que continente deve ser considerado participante e não recetor de decisões globais sobre o clima.

Carlos Lopes disse que a conferência fica marcada por mudanças para África. Foto: COP21.

O secretário executivo da Comissão Económica das Nações Unidas para a África, ECA, disse que as negociações em Paris mostram referências de que os países do continente estão interessados em debater sobre o clima.

A Conferência da ONU sobre Mudança Climática, COP21, assinala esta terça-feira o Dia de África.

Pavilhão

Falando à Rádio ONU, da capital francesa, Carlos Lopes citou a participação das delegações africanas no diálogo para um acordo climático. As conversas decorrem a par das atividades para marcar a data temática, no pavilhão do continente. O local deve acolher mais de 150 eventos durante a cimeira.

“Há um ambiente que muda como um yoyo. Às vezes as pessoas estão mais animadas, porque há um pequeno progresso, e outras vezes um pouco mais desanimadas porque veem o tempo passar e as noites estão a ficar curtas para tantas negociações. Mas nós estamos estamos satisfeitos porque o Pavilhão África, que montamos com a União Africana e o Banco Africano de Desenvolvimento, acaba por ser um íman de atividades.”

Industrialização

O representante mencionou o potencial de sucesso africano para produzir energias renováveis, o que “favorece uma industrialização sustentável” para a região.

Nesse aspecto, o chefe da ECA disse que a conferência fica marcada por mudanças.

“Os africanos aqui conseguiram uma vitória parcial, que é de mudar um pouco o debate sobre as questões climáticas e o continente. Porque de recetor residual de alguns fundos de compensação, África tem que ser vista como participante das soluções porque a industrialização do continente, a sua curva demográfica, a sua urbanização e a juventude da população oferecem oportunidades únicas para gerar empregos através de uma industrialização que pode ser feita de forma completamente diferente.

População

Lopes afirmou que África pode tirar proveito imediato das novas tecnologias disponíveis no mercado nos últimos 10 anos, com a previsão de que a população africana chegue a  2 mil milhões até 2050.

O responsável destacou que o continente defende uma negociação que deve resultar num acordo climático, o qual deve permitir a transição para uma industrialização mais ecológica na região.

Como declarou, a vantagem desse avanço é um maior desenvolvimento africano e uma contribuição significativa dos países africanos nos esforços globais para reduzir as emissões de gases de efeito de estufa.

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