Casos de microcefalia no Brasil aumentam 20 vezes e OMS emite alerta

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Agência da ONU pede aos países das Américas que sigam com os esforços para controlar o vetor do vírus zika e evitar que o vírus siga para áreas ainda não afetadas; até 30 de novembro, Brasil registrou 1.248 casos de microcefalia.

A enfermidade viral transmitida pelo zika causa febre, dores nas articulações, nos músculos e na cabeça, mal-estar geral e conjuntivite. Foto: World Bank/Curt Carnemark

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, e a Organização Panamericana da Saúde, Opas, divulgaram um alerta sobre o vírus zika nas Américas. Segundo o informe, até terça-feira, nove países confirmaram a circulação do vírus: Brasil, Chile, Colômbia, El Salvador, Guatemala, México, Paraguai, Suriname e Venezuela.

Os primeiros casos no Brasil foram confirmados em maio e até agora, a circulação está comprovada em 18 estados, de todas as regiões do país. A enfermidade viral transmitida pelo zika causa febre, dores nas articulações, nos músculos e na cabeça, mal-estar geral e conjuntivite.

Microcefalia

Segundo a OMS, os sintomas aparecem de três a 12 dias após a picada do mosquito vetor. No comunicado, a agência nota que recentemente o Brasil detectou um aumento incomum de recém-nascidos com microcefalia.

Até 30 de novembro, foram 1.248 casos registrados no país, 99,7 para cada 100 mil nascimentos. A OMS/Opas fala em sete bebês que não sobreviveram.

No ano 2000, a prevalência de microcefalia no Brasil foi de 5,5 casos por 100 mil nascidos vivos e em 2010, a média era de 5,7 casos. Os dados demonstram um aumento de 20 vezes da taxa observada nos anos anteriores.

Relação

Na semana passada, o Ministério da Saúde do Brasil estabeleceu uma relação entre o aumento dos casos de microcefalia e a infecção pelo vírus zika. A confirmação da presença do genoma do vírus num recém-nascido com microcefalia foi feita pelo Instituto Evandro Chagas, em Belém, Pará.

No comunicado conjunto, OMS e Opas confirmam que a hipótese de relação entre o vírus e os casos de microcefalia não pode ser descartada e apresentam recomendaçãoes para as autoridades de saúde.

É feito um apelo aos países onde circula o mosquito Aedes aegypti, para que implementem uma estratégia eficaz de controle do vetor. Ao detectar o vírus zika em uma área, a OMS pede que seja monitorada a dispersão da infecção e vigilância sobre a presença do vírus em novas regiões.

Precauções

Outro pedido aos países é sobre a vigilância do surgimento de problemas neurológicos em adultos e crianças, para que os profissionais de saúde possam dectecar a relação dos sintomas com o zika. Como não há vacina, o tratamento tem como foco o alívio dos sintomas.

A OMS reafirma a importância de garantir que grávidas tenham acesso ao pré-natal e para as mulheres que residem em áreas com o vírus zika, a recomendação é que tomem precauções para evitar o contato com o vetor.

Algumas medidas que podem ser tomadas são o uso de mosquiteiros, de roupas que cubram as extremidades, como camisas com manga e calças, para reduzir o risco de picada e a utilização de repelentes.

As autoridades de saúde pública também precisam passar essas recomendações aos viajantes que seguem para locais onde há circulação da dengue e do vírus zika.

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