África Central é foco em sessão do Conselho de Segurança

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Relatório da ONU recomenda cimeira de líderes de duas sub-regiões africanas; grupo LRA continua a ameaçar populações da República Centro-Africana e da República Democrática do Congo.

Conselho de Segurança reunido esta terça-feira, numa sessão sobre os países da África Central. Foto: ONU/Amanda Voisard

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Conselho de Segurança realizou esta terça-feira uma sessão sobre os desafios colocados aos países da África Central nos últimos meses.

Os 15 Estados-membros do órgão debateram um informe do secretário-geral, Ban Ki-moon, que destaca a ação das milícias nigerianas Boko Haram em países como Camarões e Chade.

Tensões Políticas

O documento foi apresentado pelo representante especial do secretário-geral para a África Central, que também alertou para mais tensões políticas com a aproximação das eleições em várias nações da sub-região.

Abdoulaye Bathily disse que vai continuar a usar “os seus bons ofícios” para encorajar a solução pacífica de conflitos.

Chefes de Estado

O relatório destaca a necessidade da convocação de uma cimeira de chefes de Estado da África Central e Ocidental. O objetivo seria abordar as causas profundas da insurgência do Boko Haram.

De acordo com a recomendação, a operação contra o grupo deve ser desenvolvida de forma abrangente e integrada que inclua os direitos humanos. A ONU reafirma que as milícias continuam uma grave ameaça para a estabilidade, a paz e a segurança na região.

O secretário-geral pede apoio total à comunidade internacional para a completa entrada em ação da força multinacional contra o grupo com base no Níger. Ban quer que seja mobilizado auxílio que inclui as vertentes políticas, logística e financeira.

Ameaça

O informe descreve o que chama impacto desestabilizador do grupo na região da Bacia do Lago Chade, que inclui relatos de violações das leis internacionais.

Ban adverte que os esforços dos intervenientes regionais e sub-regionais para enfrentar essa ameaça deve ir totalmente ao encontro com o direito humanitário internacional.

Ações do LRA

O documento menciona a operação do Exército de Libertação do Senhor, LRA em países da área. Apesar da diminuição de assassinatos e dos ataques do grupo, este continua a ser uma ameaça especialmente para as populações da República Centro-Africana e da República Democrática do Congo.

O documento revela que aumentaram os casos de pirataria no Golfo da Guiné. Além das habituais ações de extorsão, os piratas estão associados a atos de estupro que são considerados um “fenómeno novo e perturbador”.

No relatório, Ban pede que os países mantenham a sua atenção para as áreas afetadas pelo grupo e aos desafios de desenvolvimento. O foco deve ser para a reintegração dos rebeldes retornados e para a proteção de crianças.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 11 DE DEZEMBRO DE 2017
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