Ban promete agir após painel indicar falha da ONU na resposta a abusos

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Secretário-geral recebeu relatório de grupo independente; especialistas afirmaram que a ONU não agiu com a rapidez necessária quando surgiram informações sobre crimes cometidos na República Centro-Africana.

Ban Ki-moon recebe o documento do painel  independente, presidido pela ex-juíza da Suprema Corte do Canadá, Marie Deschamps. Foto: ONU/Mark Garten

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.*

O secretário-geral da ONU prometeu avaliar com urgência as recomendações feitas por um painel independente sobre alegações de abuso sexual na República Centro-Africana.

Os soldados que teriam explorado menores não estavam sob o comando das Nações Unidas. No relatório divulgado esta quinta-feira, o painel avalia que a ONU "não agiu com a rapidez, o cuidado e a sensibilidade" necessárias.

Crimes Repreensíveis

Em Nova York, o porta-voz do secretário-geral, Stephane Dujarric, leu a declaração de Ban Ki-moon.

Segundo Ban, o documento mostra que as Nações Unidas "falharam em responder de forma adequada diante de informações sobre crimes repreensíveis contra crianças vulneráveis".

O chefe da ONU lamentou profundamente o fato das crianças "terem sido traídas pelas mesmas pessoas enviadas para protegê-las". Ban lembrou que os soldados que cometeram os abusos não estavam sob o comando da ONU, mas segundo o relatório, a organização não tratou o caso de forma adequada.

O painel independente de revisão, presidido pela ex-juíza da Suprema Corte do Canadá, Marie Deschamps, foi criado em junho pelo secretário-geral.

Objetivo

O objetivo dos integrantes do grupo era examinar a resposta das Nações Unidas às alegações de exploração sexual e abuso de crianças por soldados de forças militares estrangeiras que não estavam sob o comando da ONU.

O painel também avaliou a adequação dos procedimentos em vigor.

O documento concluiu que três autoridades das Nações Unidas abusaram de sua autoridade. Além disso, o grupo independente detectou "falhas" no desempenho profissional de vários outros funcionários e departamentos da ONU, mesmo que não tenham abusado de seus poderes.

Ban Ki-moon afirmou que dada a gravidade das conclusões do relatório, vai agir rapidamente para determinar as ações necessárias nesse caso.

Medidas

Ele lembrou que através dos anos, a ONU tem implementado uma série de medidas para prevenir exploração sexual e abusos cometidos pelas tropas de paz e para reagir "rigorosamente" quando violações deste tipo ocorrerem.

Segundo o secretário-geral, "está claro que todos devem fazer muito mais, especialmente para alinhar as tropas de paz e os sistemas de direitos humanos".

Além de Marie Deschamps, os outros integrantes do painel de investigação são a diretora da Fundação para os Direitos Humanos da África do Sul, Yasmin Sooka e o promotor do Tribunal Criminal Internacional para Ruanda, Hassan Jallow.

*Apresentação: Edgard Júnior.

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