Ban pede "visão e liderança" para superar diferenças na Síria

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Secretário-geral fez a declaração no Conselho de Segurança durante debate sobre a guerra no país; ele quer que o Grupo Internacional de Apoio à Síria pressione as partes envolvidas na crise pela implementação de medidas que gerem confiança entre todos.

Ban Ki-moon em discurso, nesta sexta-feira, no Conselho de Segurança. Foto: ONU/Eskinder Debebe

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu esta sexta-feira que governo e oposição na Síria mostrem "visão e liderança" para superar as diferenças.

Ban fez a declaração no Conselho de Segurança durante debate sobre a situação no país árabe.

Oportunidade

O chefe da ONU afirmou que "surgiu uma oportunidade para a paz e todos têm o dever de aproveitá-la".

Ele quer que o Grupo Internacional de Apoio à Síria pressione as partes envolvidas na crise para que implementem medidas que gerem confiança entre todos.

O grupo inclui 20 países e organizações, entre eles, Alemanha, China, Estados Unidos, França, Reino Unido, Rússia e vários países árabes. Participam também além da ONU, a Liga Árabe e a União Europeia.

O secretário-geral citou quatro pontos que devem ser implementados imediatamente.

Em primeiro lugar, deve acabar o uso indiscriminado de armas contra a população civil, incluindo as chamadas bombas-barril, que apesar da promessa do governo continuam sendo utilizadas.

Grama e Sementes

Ban quer que os dois lados permitam acesso incondicional aos comboios de ajuda. Para ele, é "ultrajante" que centenas de milhares de pessoas que vivem em áreas sitiadas estejam sendo obrigadas a se alimentar de grama e sementes para sobreviver.

Em terceiro lugar, as partes do conflito devem suspender todos os ataques contra escolas e hospitais e devem acabar com as restrições impostas a suprimentos médicos e cirúrgicos nos carregamentos humanitários.

Por último, o chefe da ONU quer que os dois lados libertem todos os prisioneiros. Ban declarou que o povo sírio já sofreu o suficiente.

Ele lembrou que o conflito no país começou com um protesto popular pacífico por mudança política, mas que rapidamente se definiu por divisões regionais e internacionais, inclusive dentro do próprio Conselho de Segurança.

País em Ruínas

Segundo o secretário-geral, "quase cinco anos depois do início da guerra o que se vê é um país em ruínas, milhões de sírios espalhados pelo mundo e uma onda de radicalismo e sectarismo que desafia a segurança global".

Ban Ki-moon afirmou que a ONU está preparada para atender aos pedidos feitos pelo Grupo Internacional de Apoio à Síria para realizar negociações entre representantes do governo e da oposição.

O objetivo do encontro que deve acontecer em janeiro e será mediado pelo enviado especial Staffan de Mistura, é avançar com o processo de transição.

Ao mesmo tempo, a ONU trabalha também para determinar as exigências e modalidades para um acordo de cessar-fogo nacional.

Ban disse que como está determinado no Comunicado de Genebra, governo e oposição devem garantir a participação plena de mulheres nas negociações.

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