Ban: "para evitar genocídio é preciso prestar atenção nos sinais de alerta"

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Secretário-geral fez a declaração para marcar o 1º Dia Internacional de Comemoração e Dignidade pelas Vítimas de Genocídio e pela Prevenção desse tipo de Crime; chefe da ONU afirmou que é necessária também uma ação mundial rápida para combater o problema.

Ban Ki-moon e sua mulher, Yoo Soon-taek, depositaram uma croa de flores durante visita ao Museu do Genocídio em Ruanda, em 2008. Foto: Arquivo ONU

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou que para prevenir o genocídio o mundo "deve prestar mais atenção aos sinais de alerta e estar preparado para adotar uma ação imediata no combate ao problema".

A declaração de Ban foi feita para marcar o 1º Dia Internacional de Comemoração e Dignidade pelas Vítimas de Genocídio e pela Prevenção desse tipo de Crime, esta quarta-feira, 9 de dezembro.

Convenção

A ocasião coincide também com o aniversário de adoção da Convenção sobre Prevenção e Punição do Crime de Genocídio, em 1948.

Segundo Ban, o momento é ideal para reafirmar o compromisso global para evitar esse sério crime internacional, prestar homenagem às vítimas e reafirmar ainda o direito à reparação, reconhecida pela lei internacional.

O secretário-geral declarou que o genocídio "não simplesmente acontece; ele se desenrola ao longo do tempo". Ele disse que "o crime não surge acidentalmente durante um conflito, geralmente a ação é sistemática, planejada, com alvos específicos e também pode acontecer fora de situações de guerra".

Ban lembrou que atualmente, "a intolerância e a xenofobia estão aumentando no mundo".

Religião

O chefe da ONU explicou que uma "dinâmica perigosa do nós contra eles" é explorada para justificar a exclusão de comunidades baseadas em formas diferentes de identidade, como por exemplo religião, etnia entre outras.

Ele disse que a meta é também negar assistência, restringir os direitos humanos e cometer atos de violência.

O secretário-geral disse que a prevenção do genocídio é uma obrigação específica de acordo com o direito internacional. Segundo ele, a Corte Internacional de Justiça e outros órgãos jurídicos deixaram claro que os governos devem agir na adoção de medidas preventivas.

Ban falou ainda sobre "a necessidade de o mundo trabalhar junto e de forma combinada para proteger as pessoas contra violações dos direitos humanos e na defesa da humanidade comum".

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 11 DE DEZEMBRO DE 2017
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