Angola louvada por ações em prol da vida selvagem e recuperação de elefantes

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País foi nomeado anfitrião global do Dia Mundial do Meio Ambiente 2016; anúncio foi feito esta quinta-feira, na COP21, em conjunto com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma.

Caça furtiva ameaça ações para recuperar a população de elefantes em Angola. Foto: Pnuma

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Angola será a anfitriã das celebrações do Dia Mundial do Meio Ambiente 2016. O anúncio foi feito esta quinta-feira na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, COP21, pelo governo do país e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma.

A nação africana procura conservar a sua fauna, rica em biodiversidade, e reconstruir a população de elefantes.

Comércio Ilegal

De Paris, o diretor do Instituto Nacional da Biodiversidade e Áreas de Conservação do Ministério do Ambiente de Angola, Abias Muhongo, disse à Rádio ONU que a escolha reconhece o compromisso angolano após várias medidas ambientais, que incluem a dedicação em repovoar áreas do país com elefantes.

“É sempre bom. É com muita satisfação que Angola acolhe esta data. Sabe-se que o país está com algumas dificuldades financeiras, mas não está-se a olhar para as questões financeiras mas está-se a acolher um bocado mais naquilo que poderão ser os contributos para a melhoria da qualidade de vida das populações. Pensamos que ao recebermos esta data no período de 1 a 7 de junho será uma oportunidade para mostrarmos aquilo que estamos a fazer e também aqueles grandes desafios que temos, no sentido de atrairmos mais parcerias.”

A data é o principal dia para ação positiva sobre o meio ambiente global e acontece todos os anos em 5 de junho. O tema será relacionado ao combate ao comércio ilegal de vida selvagem.

População de Elefantes

Esta questão é particularmente importante em Angola, onde a caça furtiva está a ameaçar as ações para recuperar a população de elefantes, dizimada por décadas de guerra civil.

Este ano, o país também comprometeu-se a reavaliar o seu

para agravar as penas para caçadores furtivos.

África

Em todo o continente africano, mais animais da espécie foram mortos nos últimos anos do que morreram de causas naturais. Cálculos são de que a população de elefantes de florestas, na África Central e Ocidental, tenha caído 60% entre 2002 e 2011.

O Pnuma também destaca o rápido aumento na caça furtiva de rinocerontes. Apenas na África do Sul, em 2014, 1.215 animais da espécie foram abatidos ilegalmente, o que significa um rinoceronte morto a cada oito horas.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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