Alto comissário denuncia alto número de prisões arbitrárias em Cuba

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Zeid Al Hussein preocupado com prisões de ativistas e de defensores dos direitos humanos; segundo ele, centenas de casos podem ser considerados assédio.

Muitas prisões arbitrárias ocorreram antes de manifestações. Foto: Opas/WHO

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos expressou preocupação com o número de prisões arbitrárias que vem ocorrendo em Cuba, que ele considera ser extremamente alto.

Zeid Al Hussein fala em centenas de casos nas últimas semanas, que na visão dele podem até ser considerados assédio. Ao se pronunciar nesta terça-feira sobre a situação em Cuba, ele explicou que muitas pessoas foram presas sem um mandado.

Protestos

O alto comissário disse que muitas detenções ocorreram antes de reuniões ou manifestações, um indicativo de tentar evitar que as pessoas exerçam seu direito à liberdade de expressão e de organização pacífica.

Zeid está especialmente "chocado" com o alto número de pessoas presas em 10 de dezembro, Dia dos Direitos Humanos, incluindo integrantes da ONG Damas de Branco.

Para o representante da ONU, a atitude foi um sinal de "um desdém extraordinário por parte das autoridades cubanas em relação à importância dos direitos humanos".

O alto comissário fez um apelo por respeito ao direito de todas as pessoas à liberdade de expressão e para que Cuba deixe de realizar prisões arbitrárias e solte os que foram presos.

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