África prioritária em fundos de sistemas de alerta rápido sobre riscos climáticos

Ouvir /

Cinco países doaram US$ 80 milhões para o mecanismo na Conferência da ONU sobre Mudança Climática; eventos causam perdas económicas de mais de  US$ 300 mil milhões por ano no planeta.

Continente africano terá prioridade na aplicação dos fundos. Foto: Banco Mundial/Dominic Chavez

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Mais de US$ 80 milhões foram anunciados esta quarta-feira em Paris para financiar a Iniciativa sobre Sistemas de Alerta Rápido sobre Riscos Climáticos. Os doadores são Austrália, Canadá, França, Alemanha, Luxemburgo e Holanda.

África terá prioridade na aplicação dos fundos para os 80 países onde será executado o Crews, na sigla em inglês, que foi revelado na Conferência da ONU sobre Mudança Climática, COP21.

Desastres

A iniciativa apoiada pela Organização Meteorológica Mundial, OMM, o Escritório da ONU para Redução de Desastres e o Banco Mundial pretende arrecadar US$ 100 milhões até 2020.

A chefe do Escritório das Nações Unidas para Redução de Desastres disse que a contribuição direita oferece uma solução imediata e concreta para reduzir  as mortes e cumprir as metas do Quadro de Sendai, com vista a baixar o risco de calamidades.

Margareta Wahlström disse que com a iniciativa haverá eficientes sistemas de alerta precoce para salvar vidas em área do Oceano Índico, do Pacífico, das Caraíbas e de outras regiões propensas a desastres climáticos.

Linha da Frente

Além de África, a prioridade vai para o apoio aos pequenos Estados insulares em desenvolvimento e aos países menos avançados, por “estarem na linha de frente das consequências mais dramáticas das alterações climáticas”. Estes são considerados os menos equipados com sistemas eficazes de aviso prévio.

A OMM estima que mais de 80% dos 48 países menos desenvolvidos têm um sistema básico de alerta precoce. Uma pequena parte dos 40 estados insulares em desenvolvimento conta com um sistema de alerta precoce eficiente.

De acordo com o secretário-geral executivo da OMM, o tipo de mecanismo reduziu consideravelmente a perda de vidas devido a ciclones tropicais, inundações, tempestades, incêndios florestais, ondas de calor e tsunamis.

Michel Jarraud disse que esses sistemas provaram ser um bom investimento para reduzir as perdas económicas que ultrapassam US$ 300 mil milhões anuais, e estão a aumentar em todo o mundo.

Pesquisa

Recentemente, foi lançado um novo estudo pelo Escritório das Nações Unidas para Redução de Desastres e o Centro de Pesquisa sobre Epidemiologia e Desastres com o título Custo Humano dos Desastres Relacionados ao Clima.

A pesquisa revela que nos últimos 20 anos, 90% das grandes catástrofes foram causadas por 6.457 eventos relacionados com o clima que incluem inundações, tempestades, ondas de calor, secas e outros.

O relatório também revela que desde a primeira cimeira do clima, em 1995, 606 mil pessoas morreram e outros 4,1 mil milhões ficaram feridas, desabrigadas ou precisaram de ajuda de emergência devido a desastres relacionados ao clima.

Compartilhe

JORNAL DA ONU - 5 MIN, 11 DE DEZEMBRO DE 2017
JORNAL DA ONU - 5 MIN, 11 DE DEZEMBRO DE 2017
Loading the player ...

SIGA A RÁDIO ONU NAS REDES SOCIAIS

 

dezembro 2017
S T Q Q S S D
« nov    
 123
45678910
11121314151617
18192021222324
25262728293031