África exporta apenas 0,3% dos produtos de alta tecnologia

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Relatório das Nações Unidas examina como o continente pode melhorar a implementação políticas ligadas à ciência e à tecnologia; mesmo países que gastam mais com pesquisa não conseguem aumentar exportações.

Nações africanas exportam 0,3% dos produtos de alta tecnologia. Foto: Unctad

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Os países em desenvolvimento exportaram 52% dos produtos de alta tecnologia do mundo em 2014, um aumento de 18% em relação ao ano 2000. Os dados estão em relatório divulgado esta quarta-feira pela Conferência da ONU sobre Comércio e Desenvolvimento, Unctad.

Mas as nações africanas estão atrás, uma vez que exportam somente 0,3% desses produtos. O documento da Unctad avalia como os governos de África podem avançar nas áreas de ciência, tecnologia e inovação.

Três Países

Mesmo países africanos que investem mais em pesquisa e desenvolvimento não conseguem exportar mais produtos de tecnologia. O relatório fornece uma análise profunda de políticas industriais e tecnológicas da Etiópia, da Nigéria e da Tanzânia.

Essas nações foram escolhidas para o estudo porque têm diferentes perfis económicos. A Nigéria é um país em desenvolvimento rico em petróleo, enquanto a Etiópia é uma economia menos desenvolvida com uma concentração de recursos na área agrícola, especialmente na produção de café.

Por sua vez, a Tanzânia tem um misto de produção baseada nos recursos naturais e em outros sectores. A Unctad explica que cada país ilustra desafios para a coordenação industrial e políticas de inovação.

Sucesso

Segundo a Unctad, conceptualização, design, planeamento e políticas de implementação são críticos para o sucesso de empresas e essenciais para o sector da tecnologia.

O relatório mostra que o sucesso depende da colaboração entre agências, companhias, empresas e pesquisadores. Os legisladores também devem criar políticas industriais que sejam coerentes com outras, como por exemplo, política de inovação.

A Unctad acredita que quase todos os países em África estão num estágio onde o desenvolvimento industrial por meio da tecnologia deveria ser prioridade central.

Pontos

O relatório destaca seis pontos que são muito relevantes para os países africanos. Primeiro, as políticas de inovação, que ainda são muito novas para algumas nações do continente e muitas vezes não são bem implementadas.

Quando há falhas nos sistemas de inovação, a eficácia é prejudicada, outro ponto que deve ser trabalhado. Em muitos casos, políticas do passado não focaram na promoção do aprendizado tecnológico.

A Unctad também avalia que mesmo políticas de desenvolvimento industrial com foco na tecnologia não foram coordenadas de forma apropriada com políticas científicas, tecnologicas e de inovação.

No caso das firmas de pequena escala ou empresas familiares, muitas enfrentam desafios financeiros e problemas para adquirir novas tecnolgias ou pessoal capacitado.

Por fim, a Unctad explica que para estimular o desenvolvimento industrial sustentável em África, é necessário uma política mais coerente sobre meio ambiente.

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