Acnur faz apelo à Hungria pelo fim de políticas que promovem a intolerância

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Comunicado conjunto da agência da ONU, Conselho da Europa e Escritório para Instituições Democráticas e Direitos Humanos é dirigido ao governo húngaro; práticas que estimulam a xenofobia contra migrantes também devem acabar.

Acnur pede que a Hungria evite políticas e práticas que promovam a intolerância. Foto: Acnur/Achilleas Zavallis

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.*

O Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur, está fazendo um apelo à Hungria, para que evite políticas e práticas que promovam a intolerância, o medo e que estimulem a xenofobia contra refugiados e migrantes.

A agência da ONU divulgou esta segunda-feira um comunicado, assinado em conjunto com o Conselho da Europa e o Escritório para Instituições Democráticas e Direitos Humanos.

Humanidade

As três organizações uniram forças para pedir à liderança húngara a adoção "de um espírito verdadeiro de humanidade" para ajudar aqueles que foram forçados a deixar seu país de origem contra a vontade.

O apelo faz referência às pessoas que estão buscando abrigo seguro na Europa. Segundo a nota, o governo da Hungria lançou uma campanha neste mês mostrando os refugiados como "criminosos, invasores e terroristas". Os argumentos seriam baseados na religião das pessoas e nos seus locais de origem.

Tragédias

De acordo com o Acnur, esta não é a primeira campanha do tipo no país. Os migrantes também são alvo do projeto, que deve ficar no ar por dois meses, inclusive durante o Natal e até o início de 2016.

No comunicado, as três organizações reforçam a necessidade do governo húngaro reconhecer que os refugiados vão para a Europa após passar por traumas, tragédias e perdas.

São pessoas que "estão em busca de esperança e de dignidade para começar uma nova vida longe de guerras e conflitos".

A nota lembra que a Hungria faz parte do sistema comum europeu e por isso, deve contribuir com os esforços coletivos em lidar com a maior crise de refugiados desde a Segunda Guerra Mundial. O país também precisa cumprir com os compromissos ligados a leis internacionais e à Convenção Europeia sobre Direitos Humanos.

*Apresentação: Edgard Júnior.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 8 DE DEZEMBRO DE 2017
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