Acnur e OIM lançam apelo de US$ 94 milhões para pessoas em fuga do Iémen

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Pedido foi apresentado numa reunião de doadores realizada esta quarta-feira no Quénia; recursos são para fornecer proteção e assistência em 2016 a refugiados, repatriados, e migrantes que deixam no país árabe devido ao conflito.

Casas destruídas no Iémen por ataque. Foto: Almigdad Mojalli/Irin

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Acnur, e a Organização Internacional para Migrações, OIM, lançaram um apelo por cerca de US$ 94 milhões para fornecer proteção e assistência a retornados do conflito no Iémen.

O pedido foi divulgado esta quarta-feira numa reunião de doadores, em Nairobi, no Quénia. Estima-se que 164 mil refugiados, repatriados, e migrantes cheguem ao Corno de África até dezembro de 2016.

Consequências Humanitárias

No encontro, o coordenador humanitário da ONU no Iémen, Johannes Van Der Klaauw falou sobre as consequências humanitárias do conflito que se intensificou em março de 2015.

Cerca de 80% da população iemenita precisa de proteção e assistência, incluindo 2,3 milhões de deslocados internos. Ao mesmo tempo, cerca de 170 mil cidadãos do país e de outras nacionalidades fugiram para o Djibuti, Etiópia, Somália, Sudão e alguns Estados do Golfo.

Solidariedade

A coordenadora regional do Acnur para a situação do Iémen afirmou que o sofrimento que o conflito inflige nas pessoas é "de cortar o coração".

Claire Bourgeois falou das travessias perigosas que mulheres, crianças e idosos fazem a países de refúgio e disse que comunidades recebem os recém-chegados de forma altruísta, com quem partilham os seus "escassos recursos".

Ela elogiou os países vizinhos por fornecerem asilo e assistência aos refugiados, repatriados e migrantes e aos doadores por oferecerem ajuda. A representante concluiu, no entanto, que os refugiados devem, em última instância, reaver seus direitos e levar  uma vida de dignidade no local de asilo.

Corno de África

O observador permanente da OIM junto às Nações Unidas, em Nova Iorque,  Ashraf El Nour destacou a necessidade de a agência e o Acnur trabalharem com governos para uma resposta abrangente e diálogo inclusivo.

O objetivo é capturar a dimensão migratória e humanitária da crise. O representante afirmou que o Corno de África continua um local de migração mista, incluindo refugiados, migrantes retidos e pessoas em situação de insegurança alimentar.

No entanto, Nour declarou que em 2015, menos de 50% do plano de resposta para recém-chegados foi financiado o que poderia impulsionar mais deslocamento com a continuidade do conflito.

 

Dimensão Regional

Sem uma solução pacífica em vista e com as necessidades humanitárias a sobrecarregar às capacidades das nações afetadas, seria “hora de dar uma dimensão regional ao planeamento de preparo e contingência”.

O apelo envolve nove agências e 48 parceiros que devem continuar a distribuir comida, abrigo, água, saneamento, proteção, educação de emergência e outro tipo de assistência a pessoas que chegam ao Corno de África vindas do Iémen.

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