Ação internacional para acabar com escravidão moderna até 2030

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Relatórios preparados pela Universidade das Nações Unidas e pelo grupo Freedom Fund afirmam que a organização e os Estados-membros devem desenvolver uma parceria global para eliminar o problema.

Calcula-se que 5,5 milhões de crianças estejam a sofrer algum tipo de escravidão moderna. Foto: OIT

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

Dois relatórios lançados esta quarta-feira pela Universidade das Nações Unidas e pelo grupo "Freedom Fund" afirmam que a ONU e os Estados-membros devem desenvolver uma parceria global para acabar com a escravidão moderna até 2030.

Os documentos pedem uma ação internacional eficaz para ajudar entre 20,9 milhões e 35,8 milhões de pessoas no mundo que estão sofrendo de algum tipo de escravidão moderna, trabalho forçado e tráfico humano. Calcula-se que 5,5 milhões de crianças estejam envolvidas nesse processo.

Novas Medidas

A Universidade da ONU e o Freedom Fund, que é um grupo de filantropia de doadores privados que lutam para acabar com a escravidão, revisaram a resposta da comunidade internacional para combater o problema.

Os especialistas sugeriram novas medidas para fortalecer os esforços multilaterais para pôr um fim a esse tipo de crime.

O relatório "Libertando o Desenvolvimento: Por que precisamos de uma parceria global para acabar com a escravidão moderna" alerta que o esforço para erradicar o problema sofre de uma clara falta de liderança política.

Além disso, fracassa nas operações para enfrentar a escravidão nas cadeias globais de abastecimento. O autor do documento, James Cockayne, afirmou que "todos pagam o preço da escravidão".

Segundo ele, "o problema não afeta apenas as pessoas escravizadas mas também a todos os que estão ao seu redor com gastos de saúde pública, destruição ambiental e queda de salários, produção e arrecadação de impostos".

Enviado Especial da ONU

Os documentos sugerem a indicação de um enviado especial da ONU sobre Escravidão Moderna para trabalhar com os países na criação de uma parceria global para combater o problema até 2017.

O segundo relatório, "Lutando Contra a Escravidão Moderna: Qual o Papel da Corte Internacional de Justiça?" examina os esforços do judiciário para lidar com a situação.

O documento preparado por Cockayne e por Kari Panaccione mostra que a "proibição da escravidão é uma das normas internacionais que é aplicada o tempo todo e em todos os lugares".

Mas os autores explicam que "com até 35 milhões de pessoas no mundo escravizadas, essa norma está sendo fracamente implementada".

Isil e Boko Haram

Os especialistas afirmaram que a lei contra a escravidão está sob ataque direto dos grupos Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Isil, e Boko Haram, que promovem abertamente o retorno à escravidão e organizam mercados de escravos.

Calcula-se que mais de 3 mil mulheres e meninas da comunidade yazidi foram escravizadas pelo Isil.

O relatório diz que o papel da Corte Internacional de Justiça vai além da acusação. Os tribunais internacionais têm ajudado a esclarecer o que se espera dos países no combate à escravidão organizada por grupos armados e nas redes globais de abastecimento.

O CEO do Freedom Fund, Nick Grono afirmou que "a escravidão é uma mancha na humanidade". Segundo ele, o mundo deve fazer mais para trabalhar em conjunto com o objetivo de prevenir esse crime e combater quando o problema surgir.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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