70% dos refugiados sírios no Líbano vivem abaixo da linha de pobreza

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Alerta consta da Análise da Vulnerabilidade dos Refugiados Sírios 2015 lançada por várias agências da ONU; resultado representa um aumento significativo em comparação aos 49% registrados em 2014.

Refugiados sírios no Líbano. Foto: Acnur/Imre Szabó

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

Um relatório preparado por várias agências da ONU alerta que 70% dos refugiados sírios no Líbano vivem abaixo da linha de extrema pobreza, com até US$ 3,84 por dia, o equivalente a R$ 15,35 diários.

O documento Análise da Vulnerabilidade dos Refugiados Sírios 2015, lançado esta quarta-feira, foi preparado pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Acnur, pelo Fundo para a Infância, Unicef, e pelo Programa Mundial de Alimentos, PMA.

Apoio e Solidariedade

A representante do Acnur no Líbano, Mireille Girard, disse que o resultado representa um aumento significativo comparado com os 49% registrados em 2014.

Girard afirmou que "mais do que nunca os refugiados necessitam do apoio e da solidariedade da comunidade internacional". Segundo ela, sem uma resposta humanitária robusta, os refugiados correm o risco de se aprofundarem ainda mais na pobreza.

O documento mostrou ainda que pouco mais da metade das crianças e adolescentes entre seis e 14 anos está na escola. Na região do vale do Beka, o índice é de apenas 36%.

O estudo revela ainda que somente 46% dos que entram na escola chegam até a sexta-série. Além disso, apenas 5% dos jovens entre 15 e 17 anos estavam matriculados no ensino secundário ou superior.

Barreiras

A análise das agências da ONU diz que as principais barreiras aos cuidados de saúde são o alto custo dos remédios e tratamentos e o preço das consultas cobradas pelos médicos.

Os especialistas afirmaram que 45% dos bebês com menos de seis meses são amamentados com leite materno.

Aumentou a proporção das famílias que consomem apenas uma, ou nenhuma, refeição por dia. O índice das pessoas que não consomem nenhum tipo de vegetal ou fruta diariamente dobrou para 60%.

As agências da ONU disseram que a insegurança alimentar piorou significativamente em relação ao ano passado. Dos mais de 1 milhão de refugiados sírios registrados no Líbano até junho deste ano, apenas 129 mil se alimentaram corretamente.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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