Voucher eletrónico vai apoiar agricultores de Moçambique

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Projeto da agência da ONU visa promover a produção agrícola e de aves; primeira fase abrange 11 distritos do país.

Foto: FAO Moçambique

Ouri Pota, da Rádio ONU em Maputo.*

A agência da ONU para Agricultura e Alimentação, FAO, está a introduzir em Moçambique um programa de vouchers ou cupões eletrónicos para ajudar produtores agrícolas.

A primeira fase da implementação do projeto abrange as províncias de Manica, Sofala, Zambézia e Nampula, totalizando 11 distritos. O cupão eletrónico é uma alternativa ao sistema do “voucher” de papel. O cartão contém o subsídio e é ativado mediante o pagamento da comparticipação do beneficiário.

Custos

Falando a jornalistas, o representante da FAO em Moçambique, Castro Camarada, acredita que a introdução do “voucher” vai minimizar os custos do agricultor, uma vez que a produção no meio rural é complexa.

“Os produtores enfrentam vários riscos, portanto há muitas vulnerabilidades, inclusive os riscos que advém da instabilidade sazonal do qual temos um exemplo em Moçambique. Temos uma situação extremamente grave devido à escassez das chuvas. Os produtores devido a todos estes fatores de risco e de vulnerabilidades fazem pequenos investimentos para melhorar os seus níveis de produção e produtividade. Por um lado eles não têm custos necessários para investir, por outro lado tem poucos mecanismos de apoio.”

O engenheiro Marcelo Chaquisse em representação do governo de Moçambique, elogiou a iniciativa.

Potencial

"Nós gostaríamos de ver a breve trecho, como Ministério de Agricultura, esta ferramenta a ser adotada e massificada pelos distintos parceiros. Ele tem o potencial para uma funcionalidade que é de promover a poupança a nível do pequeno produtor, uma poupança para propósitos de aquisição de insumos melhorados.”

O sistema de “voucher” eletrónico tem como objetivo promover o desenvolvimento de um sistema eficiente de distribuição de insumos e serviços agrícolas por parte do setor privado em Moçambique.

Inclusão

O sistema é condicional pois apresenta uma compartição de 70% por parte dos parceiros e a outra parte está a cargo do agricultor. Walter de Oliveira, coordenador do projeto, justifica.

“O que queremos é incentivar o uso de moeda eletrónica, o conhecimento e confiança em uso de cartões e moedas eletrónicas. O agricultor tem que participar, ele tem que pagar uma comparticipação, este é o modo de eliminar aquela dependência que se criou quando se dá tudo de graça. Através da inclusão financeira reduzimos a vulnerabilidade, aumentamos o crescimento. É um ciclo continuado”.

No total serão distribuídos cerca de 10 mil cartões. A segunda fase que termina em dezembro consiste na distribuição de 8,6 mil cartões.

*Apresentação: Leda Letra.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 18 DE DEZEMBRO DE 2017
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