Vacina contra o sarampo salvou mais de 17 milhões de vidas

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Total de mortes diminuiu 79% desde 2000, de acordo com dados da OMS e da Iniciativa Sarampo & Rubéola; mas progressos estão estagnados, porque cobertura de imunização não aumentou nos últimos quatro anos.

Vacina contra o sarampo salvou mais de 17 milhões de vidas. Foto: OMS/S. Hawkey

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

O total de mortes por sarampo diminuiu 79% nos últimos 15 anos, segundo dados divulgados esta quinta-feira pela Organização Mundial da Saúde, OMS, e a Iniciativa Sarampo & Rubéola. No ano 2000, foram registradas quase 545 mil mortes pela doença e no ano passado, o total foi de quase 115 mil.

A ampliação da vacinação contra o sarampo foi responsável pela queda dos óbitos. No mesmo período, a imunização conseguiu salvar mais de 17.1 milhões de vidas.

Estagnação

Mas apesar dos bons números, a OMS destaca que os progressos estão estagnados. Entre 2000 e 2010, a cobertura da primeira dose da vacinação contra o sarampo tinha aumentado em 72%. Mas nos últimos quatro anos, a taxa não subiu.

Por isso, o diretor do Departamento de Imunização da OMS declarou que não se pode "baixar a guarda". Jean-Marie Okwo-Bele explicou que se as crianças perderem a vacinação durante campanhas nacionais, não será possível garantir que todas estejam protegidas do sarampo.

Segunda Dose

As tendências atuais mostram que as metas propostas pela OMS para 2015 em relação à eliminação da doença não serão alcançadas. Apenas 122 países, ou 63%, conseguem garantir que 90% das crianças recebam pelo menos a primeira dose da vacina. E apenas metade dos menores do mundo está recebendo a segunda dose.

No ano passado, 221 milhões de crianças foram beneficiadas com campanhas de vacinação em massa. Nos últimos 15 anos, essas campanhas permitiram que 2 bilhões de menores pudessem receber as doses.

Surtos

A OMS destaca alguns países que realizaram a imunização em larga escala no ano passado: Bangladesh, República Democrática do Congo, Paquistão, Tanzânia, Iêmen e Vietnã.

Na África, o total de casos caiu de 171 mil em 2013 para 74 mil em 2014, especialmente devido a campanhas na RD Congo e na Nigéria. Mas as regiões das Américas e do Oeste do Pacífico viram o número de casos subir.

Sintomas

Outros países que registraram grande número de casos no ano passado foram Angola, Etiópia, Índia, Rússia e Somália.

O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, transmitida por secreções das pessoas contaminadas. Os sintomas aparecem cerca de 10 dias após a infecção, como febre alta, nariz escorrendo, vermelhidão nos olhos e pequenas manchas brancas no interior da boca. Erupções surgem no rosto e no pescoço e depois se espalham pelo corpo.

Segundo a OMS, não há tratamento específico e a recuperação pode ocorrer entre duas e três semanas. Mas em crianças desnutridas ou com baixa imunidade, as complicações são grandes, incluindo cegueira, diarreia severa e até a morte.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 11 DE DEZEMBRO DE 2017
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