Unicef: mortes de adolescentes por Aids triplicaram desde 2000

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Entre as populações afetadas pela doença, grupo é o único em que os índices de mortalidade não estão caindo; segundo a agência, Aids é a principal causa de morte entre adolescentes na África e a segunda entre pessoas desta faixa etária em todo o mundo.

Dados mostram que atualmente ocorrem 26 novas infecções a cada hora entre adolescentes de 15 a 19 anos. Foto: Unicef/Schermbrucker

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

O número de mortes de adolescentes por causa da Aids triplicou nos últimos 15 anos.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef.

África

Segundo a agência, a Aids é a principal causa de morte entre adolescentes na África e a segunda entre pessoas desta faixa etária em todo o mundo.

Entre as populações afetadas pela doença, os adolescentes são o único grupo em que os índices de mortalidade não estão caindo.

Os dados mostram que atualmente ocorrem 26 novas infecções a cada hora entre adolescentes de 15 a 19 anos.

Cerca de metade dos que vivem com HIV estão em apenas seis países: África do Sul, Índia, Moçambique, Nigéria, Quênia e Tanzânia.

Meninas

Na África Subsaariana, a região com a incidência mais alta, as meninas são muito mais afetadas, respondendo por sete em cada 10 novas infecções entre pessoas de 15 a 19 anos.

No entanto, entre adolescentes nesta faixa etária na região, apenas um em cada 10 são testados para HIV.

O chefe dos programas globais do Unicef para HIV/Aids, Craig McClure, afirmou ser "fundamental" que os jovens que estão vivendo com o vírus tenham acesso a tratamento, cuidado e apoio.

Ao mesmo tempo, ele ressaltou a importância do acesso ao conhecimento e meios de prevenção para as pessoas que não têm o HIV.

Testes

De acordo com os dados do documento do Unicef, menos da metade dos bebês com até dois meses de idade são testados para o HIV.

Apenas uma em cada três das 2,6 milhões de crianças com menos de 15 anos vivendo com o vírus recebem tratamento.

Os novos dados mostram que a maioria dos adolescentes que morrem de doenças relacionadas à Aids contraiu o vírus quando era muito jovem, há 10 ou 15 anos.

Grávidas

Na época, um número menor de mulheres grávidas e mães vivendo com o HIV recebiam medicamentos antirretrovirais para prevenir a transmissão da mãe para o bebê.

Estas crianças chegaram à adolescência, às vezes sem saber sobre sua infecção.

No entanto, desde o ano 2000, quase 1,3 milhão de novas infecções entre crianças foram evitadas, principalmente devido a avanços na prevenção da transmissão do HIV entre mãe e bebê.

Prevenção

Até 2014, 3 em cada 5 mulheres grávidas vivendo com HIV receberam tratamento antirretroviral para prevenir a transmissão do vírus para os filhos.

Isso representou uma redução de 60% em mortes relacionadas à Aids entre crianças com menos de quatro anos desde o ano 2000.

Segundo o Unicef, essas ações para eliminar a transmissão da mãe para o bebê vão ajudar a mudar o curso da epidemia para a próxima geração de adolescentes.

Para McClure, os ganhos feitos na prevenção desta transmissão são "louváveis" e devem ser "comemorados". No entanto, o especialista destaca que são necessários "investimentos imediatos para o tratamento de crianças e adolescentes que estão contaminados".

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