Unesco: racismo não vai sumir dos estádios de futebol "num passe de mágica"

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Agência da ONU e time italiano Juventus publicaram relatório sobre as ações para enfrentar e pôr um fim à discriminação e ao racismo no futebol.

Foto: ONU/ David Mutua

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York. 

A Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, e o time italiano Juventus publicaram o primeiro panorama abrangente sobre as ações para enfrentar e pôr um fim à discriminação e ao racismo no futebol.

No prefácio do relatório, a chefe da agência da ONU, Irina Bokova, afirmou que o esporte fornece uma plataforma única para promover os valores de diálogo intercultural, entendimento e igualdade de gênero, assim como fortalecer a inclusão social.

Alerta

No entanto, ela alertou que o esporte também pode ser explorado para dividir e discriminar. O documento foi lançado neste fim de semana, em Paris.

O relatório faz um balanço do que foi e está sendo feito para combater o racismo e a discriminação no esporte.

A publicação também estuda formas de avaliar as ações tomadas e prevê outras complementares, além de oferecer exemplos de melhores práticas.

Contratos

Para combater o desafio, a Unesco está trabalhando com todos os seus parceiros para promover a inclusão de cláusulas contra discriminação e racismo nos contratos dos jogadores.

Segundo Irina Bokova, desde 2009, em diversas parcerias com times de futebol como o Barcelona, na Espanha, o Ruby Shenzhen, na China, o Al Hilal, na Arábia Saudita e o Juventus, na Itália, a Unesco tem enfatizado o papel dos clubes na propagação de mensagens essenciais de tolerância, respeito e inclusão.

Leia Mais:

Unesco e Juventus na luta contra a discriminação

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 11 DE DEZEMBRO DE 2017
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