Sahel: mulheres e jovens são alvos de recrutamento para movimentos radicais

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Enviada da ONU alertou para as consequências na paz e segurança globais;   Conselho de Segurança realizou sessão que debateu  a região africana com  4,4 milhões de deslocados.

Hiroute Guebre Sellassie apontou para consequências na paz e na segurança globais. Foto: ONU/ Loey Felipe.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A representante especial do secretário-geral da Nações Unidas para o Sahel considerou “muito alarmante” o facto de mulheres e jovens serem alvos de recrutamento para movimentos radicais.

Hiroute Guebre Sellassie disse, esta quarta-feira, ao Conselho de Segurança que  os dois grupos da população compõem a maioria da população na região africana.

Radicalização e Migração

A enviada declarou que até 41 milhões de jovens com menos de 25 anos enfrentam desespero e estão em risco de radicalização e migração somente em países como Burquina Fasso, Chade, Mali, Mauritânia e Níger.

As cinco das nove nações da região são o principal foco da estratégia da ONU para o Sahel.

No informe apresentado ao Conselho, a representante destacou fatores que devem marcar a execução do plano regional.

Integração

Guebre Sellassie advertiu que se nada for feito para melhorar o acesso à educação, aumentar o emprego e as oportunidades de integração dos jovens receia-se que o Sahel venha a transformar-se “num corredor de migração em massa e de recrutamento e treino de grupos e indivíduos terroristas.”

A enviada alertou ainda que tais ações vão acabar por ter graves consequências na paz e na segurança globais.

O relatório foi apresentado um dia depois de um ataque contra um comboio de viaturas que resultou na morte de um trabalhador da Missão da ONU no Mali. O ato foi condenado pelo secretário-geral, que destacou o reforço de medidas com vista a combater as ameaças de ataques com explosivos no território maliano.

Atentados Suicidas

Na semana passada, terroristas atacaram o hotel Radisson Blu na capital maliana Bamaco, matando pelo menos 18 pessoas. No norte da Nigéria ocorreram três atentados suicidas, que culminaram com mais de 50 mortos.

Tanto o conflito no Mali como os ataques das milícias nigerianas Boko Haram são destaque no mais recente relatório do secretário-geral sobre a região.

Ban Ki-moon alerta para as ameaças à segurança e para os desafios socioeconómicos enfrentados pela região do Sahel, que teve um aumento de deslocados de cerca de 1,6 milhões, em janeiro de 2014, para os atuais 4,4 milhões.

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