Relatório traz soluções para a pobreza rural nos países menos desenvolvidos

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Unctad diz que falta de progressos para a transformação rural é uma das causas da migração; doadores precisam fornecer 0.7% do PIB para a ajuda ao desenvolvimento.

Mais de dois terços das pessoas nos países menos desenvolvidos do mundo vivem em áreas rurais. Foto: Unctad

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento, Unctad, divulgou esta quinta-feira um relatório sobre pobreza rural nos países menos desenvolvidos.

Fazem parte do conjunto de 48 países Angola, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. Segundo o documento, em muitas nações, a pobreza rural é uma das causas da migração.

PIB

O problema reflete ainda a falta de oportunidades económicas para que as pessoas consigam ganhar o mínimo de renda necessária para sobreviver. A Unctad lembra a nações mais ricas do compromisso de doarem 0.7% de seu Produto Interno Bruto, PIB, para a ajuda ao desenvolvimento.

Se essa doação ocorrer, a assistência aos países menos desenvolvidos poderá subir dos atuais US$ 40 mil milhões para US$ 250 mil milhões até 2030, aponta o estudo.

A Conferência afirma que "não pode haver nenhuma solução sustentável para a crise migratória se a pobreza não for erradicada". E para isso, acabar com a pobreza rural é essencial.

Novos Objetivos

O desenvolvimento do sector rural é tido como crítico para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, ODS, que buscam não deixar ninguém para trás.

Mais de dois terços das pessoas nos países menos desenvolvidos do mundo vivem em áreas rurais, onde a pobreza é duas vezes maior do que nas cidades.

O relatório da Unctad indica que a erradicação da pobreza pede que seja redobrado o "piso do consumo global", ou seja, a renda estimada por pessoa nas famílias mais pobres do mundo.

Esse piso tem estado estagnado nos últimos 20 a 30 anos. Para atingir os ODS nas áreas rurais, é preciso que o dobro de pessoas nessas regiões tenha acesso à água todos os anos, quatro vezes mais pessoas tenham acesso à eletricidade e seis vezes mais tenham saneamento.

O relatório sugere investimentos em infraestrutura e a combinação de mais produtividade agrícola aliada à promoção de atividades não-agrícolas.

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