Propriedade Intelectual pode promover economia africana, afirma Ompi

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Organização Mundial da Propriedade Intelectual participa em conferência de alto nível no Senegal que junta ministros de 50 países; criatividade e inovação dos africanos têm potencial de ajudar no desenvolvimento.

O diretor da Ompi mencionou que a propriedade intelectual gera vantagens competitivas e promove investimentos e recursos financeiros. Foto: Arne Hoel / World Bank

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.*

Ministros de 50 países africanos participam numa conferéncia de alto nível na capital de Senegal, Dacar, sobre propriedade intelectual. O termo refere-se a invenções, trabalhos artísticos ou literários, designs, símbolos, nomes e imagens usados no comércio.

A propriedade intelectual é protegida por leis como patentes, direitos autorais e marcas registadas. O diretor-geral da Organização Mundial da Propriedade Intelectual, Ompi, falou na abertura do encontro, na terça-feira.

Desenvolvimento

Francis Gurry destacou a importância da propriedade intelectual para incentivar a inovação, a criatividade e promover a economia e o desenvolvimento social em África.

Segundo o chefe da Ompi, a fonte da criatividade é o próprio homem. Para ele, África "é o berço da humanidade e portanto, a origem de toda a inovação e criatividade".

Gurry explicou que sistemas nacionais de propriedade intelectual bem desenvolvidos podem ajudar os países africanos a "liberar a criatividade de seus cidadãos e assim, favorecer o crescimento económico".

Vantagens

O diretor da Ompi mencionou que a propriedade intelectual gera vantagens competitivas e promove investimentos e recursos financeiros.

No encontro, a presidente das Ilhas Maurícias declarou que é "imperativo para África proteger os direitos da propriedade intelectual, como forma de alavancar os benefícios da ciência e da tecnologia".

Ameenah Gurib-Fakim citou o cenário bastante competitivo da economia internacional. Por isso, a presidente acredita que a criação, o maneio e a proteção do conhecimento serão centrais para a integração económica do continente.

Financiamento

A chefe de Estado disse que é urgente promover a inovação e a criatividade, com medidas de incentivo e de apoio. Gurib-Fakim pediu a criação de um fundo para inovadores africanos, para que tenham dinheiro essencial para abrir os seus próprios negócios.

Por sua vez, o primeiro-ministro do Senegal, Mahammed Dionne afirmou que a propriedade intelectual pode ajudar a garantir o desenvolvimento inclusivo e ajudar na redução da pobreza e numa maior competitividade económica em África.

A conferência em Dacar reúne mais de 400 participantes e termina na quinta-feira. De acordo com a Ompi, trata-se de um espaço para discutir o papel da propriedade intelectual para a inovação e a transformação tecnológica do continente.

*Apresentação: Alexandre Soares.

 

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