Para chefe da ECA, COP 21 precisa ter uma perspectiva humana

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Carlos Lopes pede aos negociadores para colocarem "rostos por trás das estatísticas sobre impactos da mudança climática em África"; secretário executivo de comissão da ONU diz que milhões de vidas estão em jogo.

Carlos Lopes. Foto: ONU/Rick Bajornas

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O secretário executivo da Comissão Económica da ONU para a África, ECA, quer que negociadores e governantes coloquem os "rostos por trás das estatísticas sobre impactos da mudança climática" no continente.

Para Carlos Lopes, a Conferência das Partes da Convenção Quadro da ONU sobre Mudança Climática, que começa na próxima segunda-feira em Paris, precisa ter uma perspetiva mais humanista.

Efeitos

Enquanto decorrem os últimos  preparativos da COP 21, o chefe da comissão lembrou que milhões de africanos estão na linha de frente dos efeitos da mudança climática e para essas pessoas, as negociações na França serão críticas.

Ao citar relatórios que apontam para "consequências catastróficas da mudança climática em África", Lopes alerta que "o papel de vítima não pode ser parte da estratégia do continente".

O chefe da ECA vê a COP 21 como uma chance para África "firmar alianças e continuar a se posicionar com uma só voz a respeito de questões críticas como a segurança energética e a transformação agrícola".

Problemas Diários

A Comissão lembra de vários estudos científicos que mostram que se nenhuma medida for tomada nos próximos cinco anos para a redução das emissões de gases estufa, é possível que a temperatura média do planeta suba mais do que 3° Celsius até 2100.

Se isso acontecer, prevê-se redução de 10% da produção agrícola, além da perda de 5% do Produto Interno Bruto, PIB, em muitos países. Carlos Lopes acredita que com um clima em alteração, corre-se o risco de África ver reduzidas as suas oportunidades de crescimento.

O chefe da ECA quer que justiça social e igualdade estejam no centro das discussões da COP 21, porque para ele, "é moralmente inaceitável e economicamente insustentável que resto do mundo continue a ignorar milhões de africanos vulneráveis".

Por mais complexo que seja o acordo do clima, Carlos Lopes diz que o futuro dessas pessoas depende das negociações em Paris, já que são famílias que enfrentam problemas diários de saúde, energia, segurança alimentar, escassez de água e educação.

Segundo Lopes, o acordo pode mudar o panorama da desigualdade e influenciar a Agenda 2063 de África, ao criar bases para erradicar a pobreza, promover o crescimento inclusivo e proteger o planeta.

Leia todas as notícias sobre a COP 21.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 11 DE DEZEMBRO DE 2017
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